11 Anos na luta contra a dor dos açorianos

A Associação de Doentes de Dor Crónica dos Açores (ADDCA) assinalou, no dia 29 de outubro, o seu 11º aniversário. “Será difícil explicar as dificuldades em começar este projeto, há 11 anos. Era uma altura em que era pouco reconhecida a importância das associações de doentes. Também estávamos a divulgar um tema que, de certo modo, era tabu entre nós, embora, a nível nacional e nos Açores, alguns profissionais tentassem divulgar a Dor Crónica já uma «epidemia silenciosa»”, explica a médica Maria Teresa Flor de Lima.

E acrescenta: “Em 2004, só com vontade e determinação de um pequeno grupo de pessoas com dor crónica que frequentavam a Consulta de Dor do Hospital do Divino Espírito Santo, a associação conseguiu iniciar-se e traçar um caminho. Estávamos no dia 28 de outubro de 2005 quando esta Associação foi registada e passou a ser uma Instituição Particular de Solidariedade Social”.

“Todos os elementos que, desde a sua criação, exerceram funções na ADDCA, fizeram-no com sentido de responsabilidade, pondo, muitas vezes, o valor associativo acima dos valores pessoais e manifesto empenho e dedicação pelo cumprimento dos objetivos a que se propuseram institucionalmente: apoiar pessoas com Dor Crónica e famílias e divulgar a problemática da Dor Crónica, no que respeita ao Direito que é o tratamento precoce e eficaz, colaborar com os profissionais e com as instituições de saúde”, é a opinião de um dos sócios fundadores, Joaquim Tomé.

A dor crónica é uma situação de dor persistente e se não for adequadamente tratada, pode conduzir a um impacto socioeconómico grave, afetando a qualidade de vida dos doentes e famílias, sendo de salientar os avultados custos diretos e indiretos ao Sistema Regional de Saúde, por exemplo em termos de dias de baixa ou ausência laboral, reformas antecipadas, consumo exagerado de consultas, de serviços de urgência e de exames complementares de diagnóstico. Estima-se que a dor crónica afete cerca de 35 por cento dos açorianos, segundo um estudo a nível nacional, efetuado pela Faculdade de Medicina do Porto em 2010.

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