WSI-Workshop Sistémico Integrado de 10 a 12 de Março no Funchal

O WSI-Workshop Sistémico Integrado realiza-se entre os dias 10 a 12 de março, no Funchal. O WSI Consiste num jogo dramatizado inovador de Coaching Integrado, com uma abordagem sistematizada a partir de vários métodos e ferramentas de intervenção que permitem uma abordagem de 360º integral.
Tem como base o princípio das “constelações familiares” de Bert Hellinger, e recorre fundamentalmente às abordagens sistémicas fenomenológica e estrutural. No entanto, desenvolve-se como uma ferramenta muito mais completa e profunda porque encerra em si várias técnicas e métodos de coaching e quânticos, que vão desde os mais convencionais até aos mais holísticos e espirituais, de forma totalmente integrada e não descurando nenhuma parte do Ser como um todo. O resultado é uma dinâmica simples, arrojada e transformadora.
A abordagem fenomenológica procura equacionar conflitos e desarticular padrões cristalizados, devido a uma série de acontecimentos que geram dor, ressentimentos, mágoas e exclusões.
Esta abordagem foca-se principalmente na identificação de tais tensões inconscientes, procurando  apresentar ao participante um novo quadro possível da realidade no qual tais tensões sejam dissolvidas.
Como a estrutura dos vínculos humanos é bem anterior aos modelos sociais ou à compreensão, muitas intervenções fogem completamente do entendimento… Isto é, a Sistémica Fenomenológica lida muitas vezes com conteúdos biológicos, simbólicos, emocionais e psicológicos humanos tão antigos, que as nossas regras culturais e modelos sociais actuais nem sempre alcançam ou compreendem tal realidade.
Esta vertente permite revelar as soluções mais adequadas na dimensão dos sentimentos e não na razão ou na compreensão do certo e do errado, que frequentemente são factores que potenciam as exclusões, os preconceitos, as vinganças e tantos outros comportamentos humanos hostis. E por isso, uma intervenção através da abordagem fenomenológica, pode revelar soluções pouco compreensíveis para a razão e propor acções simples, às vezes acessíveis apenas à intuição.
Ressalvo que ignorar os movimentos observados numa terapia deste género, por falta de compreensão intelectual, pode afastar a possibilidade de encontrar soluções para problemas humanos cujas origens estejam em épocas ou práticas culturais ancestrais.
Portanto, na abordagem fenomenológica, qualquer ideia preconcebida que façamos de uma determinada intervenção ou diagnóstico, pode interferir ou inibir o processo de cura ou solução. Torna-se fundamental a prática do não julgamento, para que o sistema seja devidamente respeitado na sua sabedoria e equilíbrio e esteja disposto e disponível para permitir alguma intervenção; caso contrário as coisas não acontecem.
O silêncio do facilitador é muito comum nesta abordagem, evitando-se interpretações erróneas. Num sentido positivo, esse estilo é quase uma “religião“, na qual se desenvolve uma fé e confiança inabalável na inteligência do sistema do participante.
A abordagem fenomenológica é, portanto, uma forma de adentrarmos num universo de fenómenos a que o intelecto não é capaz de alcançar, pois inclui realidades que a mente ainda não percebe ou não conhece. É uma abordagem profunda que, actualmente e com modelos mais evoluídos, deu origem a intervenções multi-dimensionais, ou seja, à possibilidade de solução de problemas em múltiplos níveis em uma única intervenção.
A abordagem estrutural (normalmente utilizada em organizações) torna o trabalho muito mais inteligível e permite que se expanda. Além de ser uma maravilhosa “carta na manga” de facilitadores que não estão ainda preparados para uma abordagem fenomenológica. Porém, não alcança a mesma profundidade do método fenomenológico.
De uma forma simples, a abordagem estrutural é um modelo mental de sistematização que pode inclusivamente ser mapeado num fluxograma ou figuras.

Numa sessão pode participar-se de três maneiras diferentes:

Como participante com tema individual; Como participante sem tema; Como assistente (só em workshops demonstrativos).
​O procedimento no trabalho inicia-se com a apresentação de um tema/situação pelo participante. Segue-se uma breve entrevista, onde se procura saber aquilo que o participante gostaria de ver resolvido e onde se recolhe informação factual acerca do sistema respectivo.
O facilitador necessita apenas de recolher informação essencial e concreta, não sendo necessário expor demasiada informação na sessão, perante o grupo acerca do assunto a trabalhar (há sempre a possibilidade desta entrevista ser individual).
O participante terá apenas de responder a perguntas básicas, como “qual é o problema?” ou “o que deseja conseguir?” e fornecer alguns factos importantes.
Após esta recolha de informação segue-se a decisão sobre os elementos ou personagens que irão ser representados na dramatização do tema. Que normalmente são: a própria pessoa que apresenta o problema e alguns membros da sua família, mas poderá também ser um elemento abstracto, como um aspecto da personalidade, uma doença, uma casa, um país, uma empresa, um departamento de empresa, um processo judicial, etc., dependendo esta decisão do problema que esteja a ser trabalhado.

Entre as pessoas presentes no grupo, são escolhidos representantes para esses elementos ou membros da família, os quais são dispostos no espaço de forma a mostrar como o participante “vê” as relações entre tais pessoas (ou elementos) na sua perspectiva.
A partir daqui, os representantes movem-se de acordo com aquilo que espontaneamente sentem ou percebem, a nível físico ou emocional. Os representantes, situados uns em relação aos outros, começam a ter sensações e a exibir reacções que não correspondem a nenhuma vontade consciente da sua parte; de repente já não actuam e sentem como eles próprios, mas como os membros do sistema que representam, chegando inclusivamente a desenvolver os sintomas físicos dos papeis que estão a representar.
Este fenómeno não está cabalmente explicado pela ciência dita convencional (embora existam várias aproximações à sua explicação dentro da neurologia e da biologia), no entanto o Dr. Rupert Sheldrake, biólogo e bioquímico, através da sua tese sobre os “campos morfológicos” tem permitido uma melhor compreensão intelectual para todo este processo.
O papel do facilitador é o de acompanhar o participante no desenvolvimento da sessão. Orientando-se através do que capta na expressão verbal, corporal, emocional e energética dos representantes, ajuda-os (facilitando) no desdobramento dessa expressão e na assistência aos movimentos de conciliação, procurando uma imagem de solução para o problema. Para que isso aconteça é necessário que o facilitador reúna um conjunto de aptidões e ferramentas muito especificas mas também muito diversificadas, sendo que algumas delas só poderão ser integradas através da experiência.

As informações e inscrições para o referido evento podem ser feitas através do 919778939.

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