80 mortos na Venezuela ao longo de 66 dias de protestos

Pelo menos 80 pessoas morreram na Venezuela ao longo de 66 dias de protestos patrocinados pela oposição, anunciou hoje o ministro da Comunicação e Informação venezuelano, Ernesto Villegas, que instou as autoridades a castigar os responsáveis.

“Condeno o uso excessivo da força (de parte das forças de segurança), quem tiver incorrido num delito, com uniforme ou sem uniforme, deve ir preso e ser castigado”, defendeu, em declarações ao canal de televisão privado Globovisión.

O ministro acrescentou que há casos que não são do conhecimento público, reconhecendo ser notório que a Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar) tem disparado granadas de gás lacrimogéneo, balas de borracha e munições compostas de esferas de vidro ou metálicas, contra os manifestantes.

Ernesto Villegas disse ainda que o Presidente Nicolás Maduro ordenou o fim do uso de armas no controlo da ordem pública.

A imprensa venezuelana dá conta de que jornalistas foram ameaçados pelas forças de segurança, entre eles uma equipa da Globovisión que foi atacada por efetivos da GNB, que lhes apreendeu o equipamento, lançando-o a partir de uma ponte, provocando a sua destruição.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril último, depois de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, a oposição manifesta-se ainda contra a convocatória para uma Assembleia Constituinte, feita a 01 de maio último pelo Presidente Nicolás Maduro.

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