Nada a esperar

Depois de alguns especialistas da informação terem andado semanas a engendrar entradas, saídas, avanços e recuos na orgânica do Governo Regional, olham a decisão do presidente do Governo fingindo-se indignados. Mas alguém esperaria uma realidade um pouco diferente? Se aguardavam outra coisa, então nem a experiência se lhes serve para aprenderem. O presidente é o mesmo e a RAM é ramerrame, então nada a esperar.

Nem deve ser para admirar o facto de um presidente de sindicato de professores aceitar assumir uma secretaria onde a própria Educação é subalternizada. Do ponto de vista do Poder, convém menorizar uma área onde os meios disponíveis serão muito reduzidos e se aguardam impactos terríveis.

Ninguém escolheu este governo maioritário à espera de mudanças. Servirá isto para perceber também uma das razões por que o CDS teve um crescimento relativamente idêntico ao da descida do PSD nas eleições regionais: o CDS propunha-se governar em coligação, tal como no Continente, se Jardim não fosse indigitado pelo partido maioritário. O CDS jogou bem as peças do seu tabuleiro, ainda que tenha perdido por pouco. O eleitorado ainda não quis esta alternativa, preferindo a estabilidade. Jardim, que percebe o Povo como ninguém, só podia respeitar a vontade deste: pouco mudar.

As expectativas centrar-se-ão agora no modo de governação sem os habituais recursos financeiros e carência de crédito. Esta será a verdadeira novidade, porque sabemos que as estratégias reivindicativas sobre Lisboa não parecem vir a frutificar, mais pela impossibilidade do que pela vontade de cedência. Se não existisse a vigilância das entidades estrangeiras que procuram assegurar a devolução dos seus empréstimos, não duvido que Passos saltitaria de conversação em conversação até à cedência de meios aos correligionários madeirenses. Assim, tudo se tornará mais difícil… para os bolsos dos Madeirenses.

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