«Não consegui o consenso imprescindível para a concretização dos objetivos»

O médico Mário Pereira pediu exoneração de Director Clínico, face à polémica que tem sido imposta pelos médicos contestatários à sua nomeação que exigiam a demissão do cargo, mandatado pelo Governo Regional da Madeira. Os diretores de serviço haviam se reunido, outra vez, nesta quarta-feira para solicitar uma audiência com carácter de urgência ao Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.

O comunicado enviado à redação pelo CDS-PP, nesta quinta-feira, pelas 23 horas, assinado por Mário Pereira explica a sua decisão, cujo teor é o seguinte:

«1. Assumi com empenho e sentido de serviço público as minhas funções como Diretor Clínico, para as quais fui mandatado pelo Governo Regional da Madeira.

2. Desde a primeira hora assumi uma postura de diálogo e de espírito de colaboração com todos os profissionais e com os responsáveis dos serviços no sentido de assegurar uma melhor prestação de cuidados de saúde à nossa população.

3. Da parte da maioria dos meus colegas e profissionais recebi disponibilidade para uma franca e frutuosa colaboração na prossecução destes nobres objetivos.

4. Todavia, apesar de todas as minhas diligências e da disponibilidade total de inúmeros colegas, sinto que não consegui o consenso imprescindível para a concretização, em pleno, dos objetivos propostos.

5. Como, para mim, o mais importante é a boa prestação dos cuidados de saúde à população, entendo, até porque não estou cativo de lugares, entendo apresentar o meu pedido de exoneração de Diretor Clínico, agradecendo a todos os que colaboraram comigo no exercício das minhas funções».

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