Construir comunidade mentalmente saudável não é fácil

O director de Enfermagem da Casa de Saúde de São João de Deus reconhece que construir comunidades mentalmente saudáveis é “algo muito difícil”, sobretudo nos tempos que correm, salientando que é necessário investir em múltiplas áreas, tais como na informação e na promoção de estilos de vida saudáveis.

Novos contextos… que intervenções” é o lema das 5.ªs Jornadas de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica da Casa de Saúde São

João de Deus, que decorrem até amanhã no Funchal. Durante os três dias do evento estão a ser debatidos vários temas, onde se incluem: os aspectos

da vinculação; da parentalidade; e das intervenções psicoterapeutas na ajuda do tratamento da pessoa, na promoção e na reabilitação.

Ontem na sessão de abertura das jornadas, o director de Enfermagem da Casa de Saúde de São João de Deus (CSSJD) reconheceu que construir comunidades mentalmente saudáveis é “algo muito difícil”, sobretudo nos tempos que correm, salientando que é necessário investir em múltiplas áreas, tais como na informação e na promoção de estilos de vida saudáveis.

Temos que preparar mais as pessoas, informá-las sobre a saúde no seu global, sobre a saúde mental, sobre a doença mental. Em suma, tratar de todos aqueles aspectos ligados ao dar poder às pessoas e ensinar estilos de vida saudáveis”, frisou Manuel Freitas.

O director de Enfermagem da CSSJD chamou, ainda, à atenção para a importância dos primeiros anos de vida do ser humano. “Desde a concepção tem-se que começar a trabalhar a saúde mental da pessoa. Os primeiros anos são fundamentais, sendo o amor, o carinho e as regras extremamente estruturantes para aquele novo ser”, sublinhou.

Por sua vez, o secretário regional dos Assuntos Sociais abordou a importância da prevenção a nível da doença mental. “Tão importante como prestar e assegurar a melhor assistência aos utentes afectados por perturbações do foro psiquiátrico, é importante centrar a nossa intervenção na prevenção actuando desde cedo junto das crianças e dos jovens, pois os primeiros anos de vida são determinantes para a estabilidade psíquica do jovem e do adulto”, apontou.

Francisco Jardim Ramos salientou, também, que é necessário a união de esforços para se encontrar formas de intervenção nesta área. “A saúde mental não é fundamental apenas para cada individuo, mas também para a sociedade no seu todo, sendo uma condição basilar para o desenvolvimento e crescimento de uma sociedade equilibrada e inclusiva que não se compadeça com atitudes de discriminação e de estigmatização relativamente ao portador de doença mental”, concluiu. J.T.

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