Funchal entre os concelhos que mais sociedades perderam

Os concelhos do Funchal e de Paços de Ferreira foram os que perderam mais sociedades no primeiro semestre deste ano, apesar do país ter ganho 11.147 empresas.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre “Sociedades Dissolvidas no 1º semestre de 2011” indicam que no total dos 308 concelhos do país há 22 que perderam mais empresas do que as que foram criadas, descando-se o do Funchal e Paços de Ferreira.

A capital da Madeira, Funchal, destaca-se em primeiro lugar no ranking, registando o desaparecimento de 362 sociedades em seis meses.

No mesmo período de tempo foram constituídas 292, o que resulta num défice de 70 empresas.

Comércio tradicional, empresas familiares, trabalhos de arquitetura e engenharia e outras empresas de prestações de serviços foi onde mais se sentiu a dissolução de sociedades, contou à Lusa Pedro Calado, vereador das Finanças da Câmara Municipal do Funchal.

A conjuntura nacional com muito estrangulamento financeiro, a banca que deixou de facilitar qualquer tipo de operação às empresas, um mercado fechado de 150 mil habitantes e as dificuldades no pagamento da parte do Governo Central e Regional e de outras entidades públicas são algumas das razões que o vereador Pedro Calado aponta para o encerramento de quase 400 sociedades naquele concelho.

Paços de Ferreira também apresenta um balanço negativo de 36 sociedades, tendo sido criadas 87 ao longo do primeiro semestre deste ano e desaparecido 123 sociedades.

O presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Pedro Pinto, conta que há um “processo de ajustamento desde o ano 2000 até esta parte” e assume que realmente houve um processo de redução de empresas no primeiro semestre deste ano, designadamente no setor imobiliário.

O autarca sublinha, contudo, que apesar do défice, houve um “aumento de exportação e de volume de negócios no concelho”.

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