Montanha russa

NOTÍCIAS DA EDUCAÇÃO – Vão surgindo a conta-gotas algumas novidades para o setor da educação, as notícias surgem, quase sempre, pela comunicação social e não através dos tradicionais canais de informação ligados ao setor (como sejam as representações sindicais). E pelo que vamos lendo e ouvindo a grande reforma que o ministro Nuno Crato se prepara para fazer é… cortar! O principal objetivo deste governo é diminuir despesas, logo não interessa tanto avaliar o que está bem ou o que está mal na educação, mas tão só descobrir onde se vai poupar. Primeiro surgiram informações que davam conta da intenção do ministério acabar com a obrigatoriedade de uma segunda língua estrangeira no 3.º Ciclo e de unir História e Geografia à semelhança do que acontece no 2.º Ciclo. Depois, numa entrevista ao diário “Público”, o ministro matemático fez as contas e chegou à conclusão que TIC deve deixar de ser ministrado no 9.º ano pois, na sua opinião, nessa altura os alunos já reúnem várias competências nessa área, acrescentou ainda que o par pedagógico em EVT também irá terminar pois o país não tem condições para o poder manter. Assim, avulsas, as ideias do ministro parecem desconexas, não existe uma ideia definida para melhorar a qualidade do ensino, apenas vários esboços onde já se tem a certeza que dará para poupar alguns milhares de euros. Admito perfeitamente que o ensino português precise de mudanças, tanto no nível básico, como no secundário. No 3.º Ciclo, por exemplo, os alunos passam muitas horas na escola, têm muitas disciplinas e parece-me verdadeiramente necessário reorganizar o seu currículo, provavelmente algumas disciplinas terão que perder carga horária, outras até poderão desaparecer. Mas o que me parece verdadeiramente errado é esta receita, que já vem de trás, de procurar valorizar apenas a Matemática e o Português (sem que os resultados tenham apresentado grandes melhorias) e ignorar outras disciplinas que também são centrais na formação integral dos alunos e na qual eu incluo a História, o Inglês, as Ciências, as artes e o desporto. O governo, antes de saber quanto quer poupar, deve dizer com clareza, que sistema de ensino quer para Portugal.

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