Bem-te-quero e malmequeres

Existe de facto uma cada vez maior evidência quanto à noção de uma terceira guerra mundial desenhada em mapas estratégico-financeiros.
Uma guerra iniciada silenciosamente nos anos 80 pelos bancos e com o compadrio dos políticos populistas e
incompetentes, e que tem vindo a minar as iludidas estruturas familiares ao ponto de hoje as falências atingirem níveis imprevistos com resultados (im)previsíveis.
Uma guerra declarada pelos americanos através dos seus “snipers”, as agências de rating, que em poucos meses atingiram cirurgicamente os castelos erguidos no ar por uma Europa descontinuada, frágil e naif.
É por isso que hoje estamos como estamos: permissivos, permeáveis e insolventes. Carne fraca e fácil para os canhões que continuam a assestar as suas baterias e a bombardear o triste e empobrecido Velho Continente.
Esta é uma batalha desigual para o desgraçado do cidadão comum, desenvolvida em tácticas de guerrilha financeira e que atinge dimensões preocupantes em sociedades como a grega, a portuguesa, a francesa, a inglesa, a americana, a italiana, a espanhola e todas as mais que se lhes seguirão.
Pouco a pouco, e numa ordem quase rotineira que já é perceptível a olho nu, os países vão implodindo com consequências neste momento imprevisíveis mas que, seguramente, nada auguram de bom nos próximos anos desta década que está de regresso aos tempos das trevas.

 

António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia

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