Bem-te-quero e malmequeres

Admito que possa ser enfadonho dar de caras com a minha coluna de opinião e, de vez em quando, acabar por se ler a mesma coisa, ou lá perto…
Mas confesso que não posso deixar de o fazer porque é algo que muito me diz enquanto pessoa ligada às letras e ao que elas, com a sua liberdade, com a sua irreverência, com a sua inquietude, desassossego, criatividade e paixão conseguem provocar.
A editora O Liberal anda num reboliço endiabrado em termos de edições. A poucos dias de completar a sua 160ª obra publicada, tem-se assistido nos últimos tempos a uma euforia editorial que a eleva ao topo e faz da sua postura, e da do seu editor senior, Edgar Aguiar, verdadeiros mecenas no panorama cultural e literário madeirense.
Apenas para citar algumas das mais recentes, a editora O Liberal deu à estampa o bonito livro de Gilberto Teles, “Simplesmente Eu”. Na semana a seguir foi João Carlos Abreu que apresentou o seu “Turismo com Alma”. Mais recentemente a editora reforçou o seu espólio de obras com o lançamento do romance “A Sabotagem do Casamento Real”, da autoria de Paulo Mendes Moreira. Ainda ontem mais um livro com o cunho de Constantino Palma foi editado, “Porque choram os olhos de Uchida Matsumura?”
Nas próximas semanas, mais concretamente no dia 24 de Novembro, será a vez de “Gente com (L)atitude”, de António Barroso Cruz. Depois, no dia 30, um grupo de escritores que se reuniu para o efeito, e entre os quais se registam os nomes de Rui Nepomuceno, Emanuel Janes, Duarte Afonso, Ana Maria Andrade, Lídio Araújo, Gabriel Pita, Lina Pestana, entre outros, apresentam uma obra de homenagem a D. Ximenes Belo, “Registos Históricos”.
E, como se tudo isto não bastasse, no dia 4 de Dezembro, apadrinha pelo 4º ano consecutivo, e em parceria com a Fnac Madeira, a primeira agenda literária que será publicada na Região e que conta com textos de 14 autores que por cá escrevem e cujos trabalhos são superiormente ilustrados com fotografias dos DDiarte.
Enquanto co-responsavel editorial e participante activo e integrante que sou em algumas destas obras, só há uma imagem que me ocorre: a de estar bastante orgulhoso por, juntamente com a editora O Liberal, podermos continuar a ajudar os que sonham em ver o seu trabalho publicado e enriquecerem a realidade literária e cultural madeirense.
A todos o nosso obrigado. A todos os nossos parabéns! 

 

António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia

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