As mesmas pessoas, os mesmos erros

Há gente que, por mais que erre, nunca aprende, vá lá saber-se porquê…

O PS-Madeira levou um banho, nas últimas eleições regionais, que deveria obrigar a uma mudança de discurso e atitude. O problema é que os principais atores da última campanha foram premiados internamente e, porque devem pensar que são tão sábios que o povo simplesmente não os compreendeu, insistem, insistem, insistem.

Antes do ato eleitoral, enquanto o PSD se entrincheirava na luta contra um inimigo externo e se desculpava na obra feita para justificar a dívida, o PS tornou-se um monstro anunciador da desgraça, em conúbio com um jornal diário, que ia apresentando títulos e parangonas a anteceder palavras de ordem e cartazes. Enquanto o PSD, imagine-se, se mantinha em silêncio – e era criticado por não apresentar medidas – os socialistas queriam ver, preto no branco e de imediato, a austeridade futura. Enquanto as pessoas queriam ver adiados os cortes e os sacrifícios por mais um mês, um mês que fosse, porque sempre seria mais um troquinho a guardar, esses arautos da má nova, geralmente bem instalados nos seus negócios ou jeitosas reformas, exigiam o sangue derramado das vítimas: rrrrr… dupla austeridade… rrrrr … IVA igual para todo o País… rrrrr… despedimentos na função pública … rrrrr … fim da Zona Franca … rrrrr … portagens nas vias-rápidas … rrrrr…

Passadas as eleições, continuam na mesma lenga-lenga: embora afirmando que os Madeirenses, coitados, não têm culpa nenhuma das opções de um governo em que votam sucessivamente há mais de trinta e cinco anos, continuam a exigir saber antecipadamente medidas de austeridade que ainda estão em discussão, como a garantir, o mais cedo possível, o choro encomendado sobre um cadáver. Carpideiras da desgraça, querem desforrar-se, em vingativo trejeito: “Eu não vos avisara? Ora digam que eu não vos avisara?”

Não há mais nada para dizer?

Há gente que nunca aprende!

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