Comércio na baixa funchalense “às escuras”

A falta de animação nas ruas do Funchal tem reflexos bem visíveis no comércio tradicional.

A Secretaria Regional de Cultura, Turismo e Transportes cortou nas iluminações natalícias na cidade do Funchal e os comerciantes estão um pouco às escuras. Lino Abreu, presidente da Associação de Comércio e Serviços (ACS), considera que a falta de animação nas ruas ‘afugenta’ a clientela.

“Como se não bastasse a situação económica e social que se vive na Região Autónoma da Madeira, com o fraco poder de compra das famílias, vem por acréscimo a falta de animação de rua, que está praticamente com um mês de atraso”.

O comércio tradicional, que se debate já com vários problemas, entre os quais a concorrência das grandes superfícies comerciais, perde assim alguma atratividade. Aliás, a exceção das principais ruas da baixa funchalense, o Natal ainda não se faz sentir.

Lino Abreu, em declarações ao Cidade Net, não pretende assumir um discurso pessimista, mas observa que muitas micro e pequenas empresas não estão a conseguir resistir à contenção. Os números de falências e insolvências, registados em 2011, comprovam isso mesmo.

“Os comerciantes vivem momentos de grande dificuldade e penso que tem que haver um esforço para alavancar o setor”. Uma das soluções apontadas, à partida, seria o pagamento da dívida por parte do Governo Regional. Uma situação que criou um ciclo vicioso de salários em atraso e despedimentos.

O presidente da ACS não coloca os encargos apenas Secretaria Regional de Cultura, Turismo e Transportes, isto porque entende que todos os comerciantes têm uma palavra a dizer, mas as entidades regionais acabam por ter mais meios, financeiros e logísticos, ao dispor.

Acrescente-se que as luzes acendem hoje, dia da Imaculada Conceição. A música e animação arrancam nas placas centrais da Avenida Arriaga.

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