Aumento dos impostos é ‘machadada final’

Contrariamente ao que Jardim tinha garantido, a partir de 2012 os madeirenses vão começar a pagar mais impostos.

O Governo Regional já anunciou que, a partir de 2012, vai começar a equiparar as taxas de IRS e IRC às praticadas no território continental. Através desta medida os madeirenses vão pagar mais impostos, o que representará um aumento das receitas dos cofres da Região na ordem dos 30 milhões de euros.

Confrontado com este facto, o coordenador da União dos Sindicatos do Arquipélago da Madeira (USAM), Álvaro Silva, adverte que isto “será a machadada final” para as empresas e para os madeirenses, lembrando que o custo de insularidade já é por si elevado.

Surpreende-me a capacidade do dr. Alberto João Jardim de prometer uma coisa e agora efetuar outra. Ainda recentemente o presidente referiu que os madeirenses não iriam ser duplamente penalizados, independentemente da ‘troika’ e do Governo da República ficarem chateados”, apontou Álvaro Silva.

Na opinião do dirigente sindical, “Jardim voltou com a palavra atrás”, demonstrando que “está pouco interessado” com a situação dos madeirenses e das empresas.

Porém, o responsável pela USAM não se mostrou surpreso com a medida de aumentar os impostos. “O vice-presidente anunciou que não iria haver portagens, o secretário regional dos Assuntos Sociais anunciou que não iria haver taxas moderadoras, por isso não estávamos a ver onde o Governo Regional iria buscar dinheiro para pagar o plano de ajustamento financeiro da Madeira”, apontou.

Contudo, Álvaro Silva reiterou que o aumento dos impostos “irá criar cada vez mais dificuldades” às empresas e às pessoas. “Todos os sectores estão a passar por grandes dificuldades. Hoje a Região tem um elevado nível de desemprego e tudo leva a crer que em 2012 teremos mais uns milhares de pessoas sem emprego”, frisou.

O coordenador da USAM transmitiu, ainda, que milhares de trabalhadores na Região estão a passar por dificuldades, em virtude de não poderem fazer face aos seus encargos financeiros. “Há muita gente que está em risco de perder a sua casa, pois não consegue pagar os empréstimos bancários. Não me admira nada que a taxa de suicídio venha a aumentar em breve”, sublinhou.

Álvaro Silva entende, também, que a legislação deve ser mudada, no sentido de “punir” os governantes que causaram “a ruína” do país e da Região.

Não se compreende como é que se continua a prometer coisas e depois quando os políticos são eleitos fazem exatamente o contrário. Isto é gozar com o eleitorado. Continuamos nisto sem que ninguém seja penalizado”, observou o dirigente sindical.

As críticas de Álvaro Silva também foram dirigidas à Igreja, a quem acusa de ter um postura passiva. “A recolha de alimentos não é suficiente para acudir à necessidade de tanta gente. É necessário que a Igreja tenha um papel mais ativo. Porém, temos um Bispo que está mais preocupado em ir a ‘bênçãos de capas’ do que, por exemplo, em se reunir com a USAM para tomar conhecimento das dificuldades que milhares de famílias estão a passar”, concluiu.

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