Máfia e corrupção

O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, disse, no penúltimo dia de Dezembro, conforme a agência Lusa, que existe “uma máfia instalada” no país que está a “penalizar” o desenvolvimento económico e social do arquipélago.

O primeiro-ministro daquele arquipélago, reagindo a uma proposta de um grupo parlamentar para amnistiar os crimes de colarinho branco, burlas e furtos qualificados, afirmou que”os são-tomenses têm sido flagelados por casos de corrupção, má governação de uma máfia instalada neste país e que tem penalizado o nosso desenvolvimento económico e social”.

Este governante africano mostra que percebe bem como a corrupção perturba o desenvolvimento económico e social de um povo, principalmente quando essa corrupção é organizada à volta do poder político e usa o parlamento para se defender da ética e da justiça.

Percebe Patrice Trovoada, como qualquer um, que os cidadãos são vítimas da falta de transparência e dos ilícitos, mesmo que, aparentemente e durante algum tempo, a demagogia de alguns políticos pretenda demonstrar as vantagens de certas associações de interesses.

Resta-me saber se o primeiro-ministro da antiga colónia portuguesa será consequente nas suas palavras e apelará à criminalização dos maus governantes e dos mafiosos a que se referiu ou se essa gente se salvará nas suas imunidades.

Não duvido, porém, que os habitantes mais pobres e frágeis desse arquipélago serão as vítimas maiores das más práticas dos referidos governantes.

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