Mais do mesmo: O caso Catroga

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho está a subverter tudo aquilo que energeticamente salientou na campanha eleitoral: a partidarização do dirigismo público.

Reconheço que esta coisa das nomeações  e que, segundo o próprio, não terá tido a sua leve mãozinha (como se eu fosse um ingénuo) é uma descarada característica de que as moscas mudaram-se, mas a caca é a mais da mesma.

Pois, é preciso ser directo.
Em Maio de 2011, citava o actual primeiro-ministro em campanha à imprensa nacional: “Nós precisamos de “despartidarizar a nossa a administração” para, depois rematar: “eu não quero ser primeiro ministro para dar empregos ao PSD” e “não vamos andar a nomear os boys do PSD“.

A começar pelas nomeações da Caixa Geral de Depósitos, unidades de saúde e Águas de Portugal, um recente epílogo do “mais do mesmo” revelou-se pela nomeação do responsável pelo programa eleitoral do PSD, Eduardo Catroga, que deverá receber 639 mil euros por ano como presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, acumulando o salário com uma pensão de 9600 euros mensais.

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