Saída do Armas é ‘dramática’

O possível abandono do Armas deve-se “à pressão” do “monopólio ladrão” do Porto do Caniçal.

O PND classifica de ‘dramático’ o abandono da ligação marítima entre a Madeira e Portimão, acusando que tal situação se deve “à pressão” do Grupo Sousa, com a cumplicidade da Associação dos Armadores e do Instituto Marítimo Portuário.

Isto é uma vergonha, pois trata-se de uma situação que irá sobrecarregar o bolso dos madeirenses”, apontou Gil Canha, referindo que a ligação em causa permitia a compra de bens (fruta, legumes e carne) a um preço “muito mais acessível”.

Sabemos que há crianças que neste momento vão para as escolas subnutridas, na aula de ginástica muitas crianças já desmaiam. Sabemos que existem mais suicídios, as pessoas estão mais desesperadas e o dr. Alberto João Jardim anda a brincar com isto”, acusou o dirigente do PND.

Gil Canha apontou também que a secretária regional do Turismo “mente” ao dizer que não sabia que o navio Armas ia deixar de fazer ligações com a Madeira. “A senhora secretária sabia muito bem das pressões que o monopólio ladrão do Caniçal estava a exercer sobre a linha (…). Sabemos que houve manobras para que o Navio Armas atrasasse e andasse a pairar no porto enquanto o Lobo Marinho fazia uma espécie de arrasta pés”, afirmou.

Desta forma, o dirigente do PND apela a todos os madeirenses para que, na manhã do próximo sábado, se concentrem no Porto do Funchal, no sentido de fazerem ouvir a sua voz e reivindicarem a continuidade das ligações marítimas entre o Funchal e Portimão.

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