Centro de Química da Madeira é competitivo

Com seis anos de vida o Centro de Química da Madeira já é reconhecido internacionalmente e competitivo.

Apesar de ser um centro relativamente novo, seis anos, o Centro de Química da Madeira (CQM) tem desenvolvido trabalhos pioneiros que permitem ao Coordenador Científico do CQM, João Rodrigues afirmar que este é competitivo internacionalmente. Por norma os centros de química precisam de aproximadamente dez anos de existência para se afirmarem em termos internacionais segundo explicou João Rodrigues.

“Apesar de ainda não termos atingido a idade mínima somos claramente vencedores do ponto de vista do sucesso daquilo que fazemos e das áreas estratégicas que escolhemos como linhas de trabalho a nível internacional”, frisou.

João Rodrigues falava na cerimónia de abertura do 7º Encontro do Grupo de Materiais do CQM onde destacou a importância das investigações nos nanomateriais para aplicações biomédicas e em optoelectrónica, modelação molecular e design de fármacos. “Estamos a nos especializar, a nível nacional, há sete anos com moléculas que podem ser construidas como é construído o bordado Madeira, ou seja, à medida que vamos bordando as sucessivas camadas criamos funções específicas que podem depois ser modeladas e utilizadas para determinadas aplicações seja a nível biomédico para o tratamento de alguns tipo de cancro e também na óptica não linear na parte de telecomunicações”. O investigador fez questão de salientar que o processo de investigação tem um caminho longo e não pode falar ainda de fármacos específicos para travar o desenvolvimento das células cancerígenas. “A abordagem que estamos a fazer é inovadora e com sucesso, mas está longe da resolução porque nestas coisas não podemos prometer aquilo que não temos a certeza que vamos conseguir”, concluiu.

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