Monopólio comunicacional

O governo venezuelano é dono de 6 canais de televisão, 250 emissoras comunitárias, 80 estações de rádio de cobertura nacional e umas 400 emissoras não registadas e ainda lhes parece pouco. O programa de show semanal alô presidente tem apenas 2,4% de audiência. São alocuções obrigatórias para todos os meios nessas descaradas e constantes apresentações não se fala dos logros ou de metas alcançadas, mas sim de novas promessas que serão sempre incumpridas. Cada vez que Chávez aparece a falar pelos médios televisivos e radiais o rating do uso de internet dispara para valores fora do comum. Pelos vistos já nem os seus seguidores têm paciência para ouvi-lho. Na apresentação da memória e contas obrigou a deputados, corpos diplomáticos e meios de comunicação públicos e privados a sintoniza-lo durante 9 horas 14 minutos e 24 segundos. Muitas pessoas agradecem a essa figura omnipresente pois assim apagam a televisão e o rádio e ficam com tempo livre para conversar em família. Em 13 anos foram mais de 2.000 alocuções obrigatórias para rádio e televisão. Estas sumam umas 1.500 horas o equivalente falar sem parar dia e noite durante mais de 2 meses. Isto sem contar com as 366 vezes que já realizou o programa semanal alô presidente. Este governo é campeão mundial em silenciar médios de comunicação. Odeia a morte os meios que são livres e plurais. Este governo controlador já nacionalizou as empresas do sector eléctrico, telefonia, indústrias do açúcar e café, empresas lácteas e de sumos, indústrias têxteis, transporte público, indústria do cimento, aço, alumínio, algumas redes de distribuição de alimentos, vários bancos, zonas industriais, fazendas, e tudo o que falta também mas de pouco a pouco o golpista presidente não consegue ir em contra de todos de uma só vez. O governo tem uma visão antiquada em que o estado deverá produzir tudo apesar que isso nunca funcionou em nenhum outro País. Para Maio de 2012 faz 3 anos que PDVSA expropriou a 74 empresas que realizavam serviços petroleiros. A estas alturas ainda não lhes pagou o valor das expropriações e tão pouco as dívidas anteriores por serviços prestados. Antes importava-se quase tudo, agora importa-se tudo, até gasolina uns 100.000 barris diários. Chávez durante 13 anos e com todo o poder e um volume de recursos sem precedentes pouco ou nada fez e agora volta a oferecer o dobro do que nunca cumpriu.

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