PCP recorda ‘camaradas’ mortos pelo fascismo

O partido homenageou hoje dois militantes madeirenses ‘assassinados pelo fascismo’.

O PCP promoveu hoje, ao final do dia, uma iniciativa política regional sobre a “Memória e vida de resistentes antifascistas madeirenses assassinados pela PIDE”. A iniciativa comunista contou com o testemunho de Domingos Abrantes, o qual foi preso político durante a ditadura fascista e torturado pela PIDE.

Na ocasião, foi feita uma homenagem evocativa a dois militantes comunistas e antifascistas madeirenses assinados pela regime facista, nomeadamente: Antenor Cruz, que foi torturado até à morte, em 1948, nas cadeias da polícia no Funchal; e Agostinho Fineza, assassinado, em 1963, numa manifestação.

“Esta evocação tem uma grande importância porque é preciso honrar a memória daqueles que deram o contributo – neste caso deram a sua própria vida – na luta pela liberdade. É preciso não esquecer que a liberdade que hoje vivemos deve-se em grande parte à luta antifascista”, afirmou Domingos Abrantes.

O histórico comunista destacou ainda a participação de alguns madeirenses na luta pela liberdade e contra o fascismo.

Após a referida homenagem, Domingos Abrantes falou aos militantes do PCP sobre a sua participação, juntamente com mais “sete camaradas comunistas”, na fuga de Caxias no carro blindado de Salazar, a qual aconteceu 4 de Dezembro de 1961.

Refira-se que até ao final de Fevereiro pode ser vista, no Centro de Trabalho do PCP (Rua da Carreira, nº139), uma exposição fotográfica e documental sobre a referida fuga.

[fblike style=”standard” showfaces=”false” width=”450″ verb=”like” font=”arial”]

[fbshare type=”button”]

[twitter style=”vertical” float=”left”]

Pin It on Pinterest