População ouve as explicações de Jardim

Governo admite problemas de tesouraria, mas garante “finanças endireitadas” no final do mandato.

O presidente do Governo Regional esteve, hoje pela manhã, na XXI Exposição Regional da Festa da Anona. Lá garantiu à população que vai deixar o Governo Regional com as “finanças endireitadas”.

A obra foi feita no tempo certo, face aos fundos comunitários e aos benefícios da banca. “Tenho a consciência tranquila de ter feito tudo o que era possível enquanto havia essa oportunidade. Evidentemente que a Madeira não tinha o dinheiro para fazer o que fez, mas não obrigamos ninguém a nos dar dinheiro”, disse, justificando o valor da dívida.

O discurso, no adro da Igreja do Faial, serviu para esclarecer o porquê da necessidade de um Plano de Ajustamento Financeiro à Região Autónoma da Madeira.

Uma obrigação face aos problemas de liquidez, mas que foi “difícil” de negociar com a Troika, que agora administra as contas da República. “A única oportunidade que tínhamos de endireitar as finanças era aproveitar a presença da assistência estrangeira a Portugal. Portugal não tinha qualquer hipótese de ajudar a Madeira”.

O governante voltou a deixar críticas ao modelo de desenvolvimento económico europeu, considerando que os consecutivos “cortes” ao orçamento das famílias apenas contribuem para travar o consumo e a obtenção de receita. E as críticas foram extensivas às sociedades secretas que respondem aos interesses instalados.

O turismo e o Centro Internacional de Negócios foram apontados como soluções para a obtenção de receita, uma vez que a Madeira apesar de ter muito património, não consegue deles obter rendimento.

Na oportunidade explicou ainda que a dívida pública portuguesa ultrapassa os 348 mil milhões de euros, enquanto que a Madeira deve um valor 6,3 mil milhões. “Isto é: enquanto que a dívida nacional, em relação ao PIB do País, é de 214,92 %, a dívida da Madeira é de 121,13%”.

A produção de anona esteve, é claro, em destaque, principalmente porque é um dos produtos regionais que tem escoamento garantido, registando mesmo um crescimento em termos de exportação. Manuel António Correia, secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, mereceu elogios.

[fblike style=”standard” showfaces=”false” width=”450″ verb=”like” font=”arial”] [fbshare type=”button”]

Pin It on Pinterest