Aumento das situações de violência nas escolas

Vários factores podem explicar o aumento da violência nos estabelecimentos de ensino.

Os estabelecimentos de ensino da Região Autónoma da Madeira assistem a um aumento dos casos de violência, seja entre os jovens, seja contra os professores ou funcionários.

“Temos infelizmente algumas situações de violência na nossa escola. Não sei se tem a ver com a conjuntura actual, com questões psicológicas ou com os problemas dos próprios encarregados de educação, mas a questão é que temos tido o reflexo daquilo que se passa na sociedade dentro da escola”, disse Rui Caetano, director da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco.

Os casos detectados são analisados conjuntamente com outras entidades, como por exemplo os centros comunitários ou a Polícia de Segurança Pública, por forma a evitar que se repitam. Rui Caetano acrescentou, neste contexto, que os bons alunos, aqueles que querem aprender, não podem ser prejudicados pelos outros.

“Muitos pais não percebem que os filhos têm de cumprir as regras. Falamos de alunos que têm escalão 1, em que a escola paga tudo, e que não cumprem o mínimo”, observou, adiantando que após uma intervenção mais pedagógica, segue-se uma fase de maior repressão, inclusive com suspensões.

As declarações do director da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco foram proferidas à margem de uma palestra intitulada: “A falar português é que a gente se entende”, que decorreu hoje no âmbito da “Semana das Línguas” e que contou com a participação do jornalista Mário Gouveia.

O orador referiu que estas iniciativas servem para esclarecer os jovens para a importância das línguas, sobretudo numa região que vive muito do turismo, assim como para mostrar que é fácil falar em público. “É muito mais fácil transmitir uma ideia quando estamos relaxados e quando temos confiança em nós próprios”.

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