Comercialização de flores tropicais está em queda

Responsável pelo ‘Centro de Jardinagem A Estufa’ diz ainda que a Festa da Flor não tem reflexo nas vendas.

A produção e comercialização de flores já teve melhores dias. Sofia Caldeira, responsável pelo ‘Centro de Jardinagem A Estufa’, constata que os residentes compram cada vez menos, principalmente as flores tropicais, e que os turistas estão sujeitos a restrições por parte das companhias aéreas.

“Antes os turistas podiam levar caixas com flores sem um acréscimo no preço, mas agora, com estas novas medidas, pagam um extra pelo envio”. É claro que, sendo um produto perecível, as pessoas ficam reticentes a pagar pelo envio um valor superior à compra.

Neste âmbito, apesar de desconhecer quais as medidas desenvolvidas pelo Governo, mais concretamente pela Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, a produtora defende uma intervenção junto da TAP. “Trata-se de uma empresa pública que deve ter em atenção a promoção dos produtos regionais”.

Por outro lado, no que concerne à Festa da Flor, um dos maiores cartazes turísticos da Região Autónoma da Madeira, que se realiza nos dias 21 e 22 de Abril, Sofia Caldeira confessa que o evento não tem grande reflexo nas vendas.

“Não vendemos muitas flores para a Festa da Flor. A compra tem a ver com os grupos e com as flores que pretendem, não tem a ver diretamente com o Governo. Nos últimos anos penso que há uma tentativa de usar a produção regional, mas continua a haver muita importação”.

Nesta fase do campeonato, quando as empresas e as famílias atravessam grandes dificuldades, é fundamental reforçar os apoios à produção regional. Porque, caso contrário, “os produtores vão abandonar os campos ou convertê-los para outro tipo de produto agrícola”, conclui a responsável pelo ‘Centro de Jardinagem A Estufa’.

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