CDS critica endividamento da autarquia do Funchal

Vereador do CDS diz que o endividamento subiu mais de 21 milhões de euros.

O vereador do CDS na Câmara Municipal do Funchal, Lino Abreu, analisou hoje o Relatório de Contas de 2011 da autarquia funchalense.

Do orçamento previsto de 108 milhões apenas foram executados 78 milhões, ficando por executar mais de 30 milhões de euros. Ou seja, a taxa de execução ficou nos 69%.

“Uma conta que apresenta um equilíbrio no que toca às regras financeiras, não cumpriu, quanto a nós, uma regra fundamental que foi o controle do endividamento. Quando a Câmara tenta passar para a opinião pública que tem um orçamento equilibrado, não é verdade, porque o seu endividamento subiu mais de 21 milhões de euros em relação ao ano passado”.

Lino Abreu apontou assim algumas falhas à execução orçamental, lembrando que ficaram por executar mais de 60% das obras prometidas à população e que as despesas correntes podiam ser contidas. “Houve um aumento significativo das despesas correntes, cerca de 1 milhão de euros, quando se esperava o contrário”.

Nesta análise do CDS foi igualmente demonstrado que as áreas sociais ficaram nos 52% de execução e as áreas económicas não passaram dos 25%. O vereador sublinhou que a autarquia deveria estar mais virada para as áreas sociais e para o apoio às famílias, mas que isso não aconteceu.

Apesar das dificuldades que a Câmara Municipal do Funchal teve para executar os contratos-programa com o Governo Regional, ficou o alerta de Lino Abreu para a necessidade de um orçamento rigoroso e com prioridades apontadas para as famílias e para a dinamização do tecido empresarial.

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