Gente nova na defesa dos Açores

Carlos César aproveitou as comemorações do Dia da Europa para lembrar que os açorianos, sobretudo os mais jovens, devem continuamente defender o Poder Regional.

“A juventude açoriana deve estar na linha da frente desse esforço. É, aliás, muito importante ter uma nova geração de açorianos ao serviço dos Açores e, por isso, trazer às lideranças, inclusive ao nível político, gente nova”, disse Carlos César perante alunos da Escola Básica e Secundária de Vila Franca do Campo e jovens representantes de escolas de todas as ilhas.

O Presidente do Governo dos Açores, que presidiu às comemorações dos Dia da Europa, acentuou que enaltecer este dia deve servir, sobretudo, para “lembrar a atualidade do projeto europeu e preparar um futuro que já hoje não deve prescindir da juventude açoriana.”

Enfatizando o papel dos Açores na União Europeia, considerou ser “importante que os nossos jovens compreendam o valor e a importância do exercício de uma cidadania ativa, para que a autonomia dos Açores e a nossa participação, como região ultraperiférica, na União Europeia, constitua uma parceria estratégica de alto valor.”

Para Carlos César, é relevante, por isso, fomentar o conhecimento dos jovens sobre a União, pelo que, entre outras iniciativas, o Governo Regional decidiu instituir e atribuir uma bolsa anual para a frequência de um curso de mestrado no Colégio da Europa.

Como frisou, trata-se do primeiro e mais importante instituto de estudos de pós-graduação especializado em assuntos europeus, que abrange as áreas das Relações Internacionais e Diplomacia da União Europeia, do Direito, da Economia e das Ciências Políticas e de Administração.

Carlos César, recordando que o próprio presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, elogiou os Açores pela sua coordenação com as instâncias decisórias europeias e pela boa utilização dos fundos comunitários, fez notar que esse trajeto colocou a região “a par da média nacional quando há pouco mais de uma década éramos a região menos desenvolvida de todo o país.”

Para o governante, fica demonstrado que, apesar de todos os constrangimentos, “é possível conciliar uma gestão criteriosa e responsável dos fundos europeus e finanças regionais com soluções de melhoria de indicadores sociais e de sustentação da economia.”

Por isso defende que no futuro quadro europeu de apoio para 2014/2020, os estados-membros, em especial os mais ricos, devem alocar os meios financeiros necessários à continuação das políticas de coesão territorial.


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