“Juízo e estabilidade” para evitar avanço dos “partidecos” da oposição

Jardim quer estabilidade no PSD, porque não quer entregar a Madeira aos “partidecos” da oposição”.

Mais um palco e mais um rol de explicações sobre a dívida da Região Autónoma da Madeira e o Plano de Ajustamento Financeiro. Alberto João Jardim usou da palavra, na Festa da Cebola, no Caniço, para explicar que a dívida teve origem no incumprimento dos compromissos do Estado e que as obras foram feitas na altura certa.

“Nem arrependo das obras que estão lançadas e ainda não estão acabadas. Porque se elas não tivessem sido lançadas, com esta situação na Europa que vai durar 10 ou 15 anos, nunca eram feitas”, referiu, garantindo que apesar das dificuldades financeiras, do limite ao investimento imposto, “algum dia vão ser acabadas”.

Lisboa e o “ataque cirúrgico” ao turismo, à Zona Franca Industrial e à construção civil também voltaram à baila. Mas para além dos ataques vindos do exterior, daqueles que não aceitam o desenvolvimento e a autonomia regional, o governante deixou recados à navegação no interior do partido social-democrata.

Em 2015, altura em que termina o mandato, será preciso vir outro governar a Madeira. “O que se passar no partido vai ser decisivo e vai ser preciso juízo e estabilidade. Temos que fazer um processo para propor uma pessoa que o povo goste”, observou, sendo esta a solução acertada para evitar que os “partidecos” na oposição” ganhem destaque político.

No discurso de encerramento da Festa da Cebola ficaram ainda alguns dados relativos à produção que tem vindo a crescer. A Região produz agora 2850 toneladas de cebola, sendo que 27% da produção parte da freguesia do Caniço. Quando ao valor pago à produção, em 2000, era de 936 mil euros e, neste momento, é de 3 milhões de euros.

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