Rigor financeiro está a “dar cabo da economia”

Alerta de José Manuel Rodrigues, no encerramento do Congresso da Juventude Popular, agora liderada por Luísa Gouveia.

“O crescimento da JP é fruto também do crescimento do CDS. Mas o crescimento do CDS é, com certeza, fruto do trabalho e do empenho dos jovens da Juventude Popular”, disse José Manuel Rodrigues, presidente do CDS/PP, na sessão de encerramento do VII Congresso Regional da Juventude Popular.

Para além do agradecimento aos jovens que cessaram funções, pelo contributo para o sucesso do partido, na intervenção não foi esquecida a crise, a ausência de valores, a ganância financeira, o enriquecimento fácil em detrimento do investimento produtivo ou a cultura de facilitismo.

“Esta grave crise financeira, económica e social que atravessamos é, em primeiro lugar, crise de valores”, considerou o líder dos populares, destacando, neste âmbito, o papel dos jovens para contrariar esta tendência social e política. Que na Madeira, em concreto, é fruto da pesada herança do PSD.

Perante uma plateia de jovens, muitos deles confrontados com o desemprego e com a emigração, o Governo Regional foi igualmente acusado de, ao privilegiar as obras públicas, esquecer todos os restantes sectores de atividade.

“Estamos a caminhar perigosamente para uma recessão (…). Temos de criar um ponto de equilíbrio na aplicação dos dinheiros públicos sem dar cabo da nossa economia”, alertou Rodrigues, adiantando ainda que a atual governação não pode fugir às responsabilidades, atirando as culpas para Lisboa e a oposição.

Já Luísa Gouveia, a nova líder da Juventude Popular da Madeira, disse assumir o cargo com orgulho e sentido de responsabilidade. “Iniciamos esta jornada com uma intenção muito clara, fixar bases. Qualquer instituição é tão forte quanto aqueles que a constituem. A nossa missão é reforçar as bases da nossa juventude, é utilizar os recursos e a experiência para o serviço dos jovens madeirenses”.

O VII Congresso Regional da Juventude Popular, que decorreu em Santana, serviu também para traçar estratégias para o futuro. A jovem popular acrescentou que é tempo de acabar com o “conformismo” social que se vive na Região Autónoma da Madeira.

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