Associação Aura apresenta branguinha elétrico

O primeiro braguinha elétrico do mundo vai ser esta noite apresentado pela Associação Aura no Concerto Comemorativo da Zona Militar da Madeira. 

A Associação Aura vai apresentar esta noite, publicamente, o primeiro braguinha elétrico do mundo, da marca Aura, série Emperium, que surge como inovação a partir do braguinha acústico ou tradicional. O instrumento será dado a conhecer no Concerto Comemorativo da Zona Militar da Madeira, inserido no programa da Festa da Cultura do Funchal, que terá lugar pelas 21h00 horas na Praça do Município. O braguinha elétrico será tocado por Vítor Filipe sendo que Luís França, presidente da direção da Associação Aura e criador/construtor do braguinha, tocará bateria.

Das mãos de Luís França saiu a conceção, o estudo, a transformação de acústico em elétrico, a forma ergonómica, o entalhe e a pintura do braguinha elétrico.

Neste projeto Luís França contou com a colaboração de Ana Soares de Freitas, vice-presidente da Aura, e de Vítor Filipe, que no início e numa parte do desenvolvimento do projeto cumpria um programa P. O. D. – Programa Ocupacional de Desempregados na Associação Aura, continuando, posteriormente a sua colaboração em regime de voluntariado.

O Vítor, interprete de braguinha, quer na Orquestra de Ponteado da Madeira, quer no seio do projeto musical Emperium, um projeto de heavy metal, ao qual o Luís França também pertence e onde toca bateria, sonhava com a “versão” elétrica deste instrumento há muito tempo. Iniciou-se, então, este projeto, a partir do estudo do que era um braguinha, da identidade deste instrumento, que se mistura com a identidade da música madeirense, do povo madeirense. Estudou-se o que era o braguinha, de que materiais era construído, como era construído e qual o propósito da sua conceção.

No instrumento que se apresenta, a colaboração do Luthier, o Mestre Carlos Jorge, o “pai” do braguinha para as mais recentes gerações deste instrumento e dos seus intérpretes, foi imprescindível, tendo sido ele o responsável pela execução da escala.

No decurso deste processo, longo, de cerca de dois anos e meio, evolutivo, a Associação Aura, na pessoa do seu presidente, Luís França, estava a trabalhar num outro projeto em parceria com o Comando da Zona Militar da Madeira, mais especificamente com a sua Unidade de Apoio.

Estava a ser desenvolvido na Unidade de Apoio um novo conceito de reutilização (reciclagem), cuja ideia se baseava na reutilização de material abatido à carga para transformação em peças de mobiliário: o “UnAp Concept”. Da união deste conceito ao braguinha elétrico, surge o projeto da criação da caixa para este instrumento musical, a “Caixa Aura”, com base no UnAp Concept. Uma caixa única, produto de um conceito único, de uma parceria invulgar, para um instrumento único.

 

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