Sitam acusa empresários asiáticos de exploração laboral [VÍDEO]

Ivo Silva questionou ainda o papel das associações de comércios e serviços, ACIF e ACS.

O Sitam – Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio e Serviços da Região Autónoma da Madeira deixou hoje, em conferência de imprensa, duras críticas à atividade asiática e à descaracterização verificada no comércio tradicional.

Ivo Silva, presidente daquele sindicato, falou em concreto da passagem do Bazar do Povo, um ex-libris da cidade do Funchal, para as mãos de um empresário chinês. “Agora, nas mãos de asiáticos, as suas características e o seu caráter nobre desaparecerão, prejudicando a sua imagem e a dinâmica comercial de toda a zona envolvente”.

Mas, para além do Bazar do Povo, outros estabelecimentos comerciais têm mudado de dono e de identidade. A antiga ‘Exposição Alemã’, na Rua João Tavira, é mais um exemplo da falta de regulação da atividade comercial e da exploração a que estão sujeitos muitos trabalhadores madeirenses.

“Estes empresários não respeitam a legislação e a contratação coletiva e praticam horários de trabalho de escravatura. Trabalhadoras que trabalham 10 a 11 horas por dia a troco do salário mínimo”, alertou o sindicalista, pedindo uma intervenção urgente da Inspeção Regional do Trabalho.

Por outro lado, perante estes avanços do comércio asiático na cidade do Funchal, ficaram críticas à atuação das associações de comércio e serviços, ACIF e ACS. A falta de respostas concretas por parte destas entidades pode levar mesmo à criação de “uma associação para os empresários abandonados”.

“O comércio tradicional é um património que tem de ser protegido. Para o comércio exótico que se lhes conceda uma rua ou uma área para que desenvolvam a sua atividade comercial, para que o comércio tradicional possa exercer a sua atividade sem mácula”, concluiu o presidente do Sitam.

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