‘A maior greve médica de sempre’

O Sindicato Independente dos Médicos afirma que “desde que foi instituída a autonomia e criado o Serviço Regional de Saúde, nunca uma greve teve uma adesão tão elevada”.

“Na Madeira as razões que levam a classe médica a protestar são ainda mais fortes. O Governo Regional tem desconsiderado a classe médica; denunciou a contratação coletiva; aboliu subsídios à fixação de médicos que ainda se mantêm no Continente e nos Açores; criou e mantém um clima de conflito permanente no SESARAM, a níveis nunca vistos anteriormente. Assistimos nos últimos dias a pressões ilegítimas e inaceitáveis contra médicos de forma a não fazerem greve, nomeadamente as efetuadas a médicos estagiários dos internatos, bem como aos recém-especialistas ainda sem contrato de trabalho, o que demonstra claramente o intuito persecutório dos responsáveis”, frisou em comunicado o Secretariado Regional do SIM, acrescentando que a greve dos médicos na Região teve, no período da manhã, uma adesão entre os 60 e os 80%.

“Esta greve dos médicos na Madeira é um sinal inequívoco que existe um limite naquilo que a classe médica pode suportar em termos de respeito e dignidade. Os níveis de adesão demonstram um grande sentido de união em defesa do nosso Serviço Regional de Saúde e seus utentes. Esta greve constitui um aviso muito sério para o Ministério da Saúde e para a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais”, pode ainda ler-se no comunicado enviado pelo Secretariado Regional do SIM.

Porém, os dados avançados pelo SIM contrastam vivamente aos anunciados pelo presidente do conselho de administração do SESARAM, que apontam uma adesão de cerca de 37,6%.

“Segundo uma avaliação feita da parte da manhã, temos 220 colegas – 195 na área hospitalar e 25 na medicina familiar – que efetuaram greve, de um total de 585 médicos. Tínhamos sete salas de operações programadas para o período da manhã, sendo que funcionaram três”, apontou Miguel Ferreira.

O responsável pelo SESARAM refuta também a ideia de que os médicos da Região tenham mais razões para aderir à greve face aos médicos do resto do país. “Não concordo, pois acho que neste momento as razões são mais nacionais, pois estão relacionadas com as atitudes do Ministério da Saúde”, apontou.

[fblike style=”standard” showfaces=”false” width=”450″ verb=”like” font=”arial”] [fbshare type=”button”] [twitter style=”vertical” float=”left”]

Pin It on Pinterest