Coordenação dos incêndios “não correu como devia” [VÍDEO]

Em Santa Cruz saltam à vista as consequências dos incêndios verificados ontem.

Várias localidades do concelho de Santa Cruz acordaram hoje para uma realidade negra. Sem água potável e sem eletricidade, algumas famílias regressam a casa para avaliar os estragos dos incêndios. Outras nem têm casa para onde regressar.

O sítio do Rochão, o Bairro da Nogueira e a freguesia de Gaula foram alguns dos pontos que inspiraram mais cuidados. Mas, em tantos outros locais, focos de incêndio de pequena ou média dimensão não deram tréguas aos bombeiros.

Perante um cenário de desolação, que relembra maus momentos já passados pelas gentes do concelho de Santa Cruz, ficam também as críticas. “Tem de haver fiscalização para as pessoas que não cuidam das zonas de mato. Quando uma pessoa tenta limpar alguma coisa em outro terreno ainda fazem barulho”, lamentou Mercês Olival, que ostenta as mazelas daquele que considerou “o pior dia da sua vida”.

No calor do momento, primeiro tentou-se acautelar os idosos e as crianças, as restantes pessoas foram fundamentais para evitar uma situação trágica. Até porque, apesar do trabalho mérito dos soldados da paz, os meios de socorro foram escassos para acudir a todos os pedidos de ajuda e existiu, no entender de algumas pessoas, alguma falta de coordenação do Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira.

Élvio Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Gaula, traçou um balanço muito negativo à situação vivida no concelho. “Gaula ardeu de uma ponta à outra. De repente foi o verdadeiro caos. O que valeu foram as equipas de moradores criadas, pela manhã, para evacuar moradores e salvaguardar as habitações”.

Nas declarações ao Cidade Net, ainda sem conseguir contabilizar todos os danos causados na freguesia, o autarca lamentou que a Câmara Municipal de Santa Cruz não tenha entrado em contacto com a Junta e recordou, por outro lado, as palavras do presidente do Governo Regional, a propósito do número excessivo de bombeiros. “A mim parece-me que existem bombeiros a menos. Ontem sentimos isso mesmo”.

Mais tarde, tratadas as pessoas e as suas necessidades imediatas, será necessário repensar vários aspectos. Élvio Sousa considerou que as autarquias devem criar medidas mais penalizadoras para quem não cumpre com as regras de segurança ambiental, mas também bónus para quem é cumpridor.

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