População de Gaula apreensiva com o futuro

Apesar do governo já ter arranjado soluções provisórias para as vítimas dos incêndios as famílias desalojadas temem que as ajudas definitivas demorem a chegar.

O vereador do Movimento Juntos pelo Povo, na Câmara Municipal de Santa Cruz, Carlos Costa, referiu hoje em declarações ao Cidade Net que está muito preocupado com as famílias que ficaram desalojadas na freguesia de Gaula porque as pessoas têm-lhe dito que temem que as ajudas das entidades competentes demorem a chegar como aconteceu na tragédia de 20 de Fevereiro de 2010.

“As pessoas pedem-nos que intervenhamos junto da câmara e do governo pois esperam que nas próximas semanas as entidades regionais e mesmo as municipais criem medidas compensatórias para as famílias afetadas. Eles dizem que precisam de apoios financeiros para a reconstrução, pois temem o inverno”, explicou o autarca, acrescentando que o facto de o Governo Regional já ter arranjado soluções provisórias para os desalojados “não deixa as pessoas menos preocupadas porque estas sabem que é apenas uma situação provisória”.

Carlos Costa sugere que o governo crie uma linha de crédito que venha compensar as pessoas, pelos estragos dos incêndios, mas pede que seja uma medida célere.

“Alguns moradores com quem temos contactado estão a viver em casa de familiares, outros foram para o RG3 e outros o Instituto de Habitação está a tentar encontrar uma solução, mas o que as pessoas dizem e que não querem situações provisórias porque querem ver a sua vida resolvida”, esclareceu.

Três dias depois do fogo ter destruído totalmente dezenas de casas em Gaula e parcialmente anexos de casas, logradouros e terrenos agrícolas, a população “gaulense” tenta regressar à normalidade mas os sinais de destruição são ainda muito visíveis.

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