Incêndios: “Apoio não tem faltado”

O presidente da Junta de Freguesia de Gaula destacou ao Cidade Net que a ajuda dos voluntários tem sido crucial para reerguer aquela localidade.

Élvio Sousa apontou, ainda, que o número de voluntários ronda as duas centenas, salientando que a ajuda tem vindo de todas as partes da Região. “Desde quinta-feira à noite que temos recebido o apoio de várias pessoas vindas de quase todos os concelhos”, sublinhou

Para além das ações de limpeza, os voluntárias participam na distribuição de alimentos e de vestuário junto das vítimas atingidas pelos incêndios. “Temos gente também ligada à psicologia e à engenharia civil, que está a fazer o acompanhamento das situações”, frisou.

O responsável pela Junta de Freguesia de Gaula disse, ainda, que está a ser feito um trabalho exaustivo junto daquelas pessoas que ficaram com as casas parcialmente destruídas. “Estamos a fazer a remoção dos escombros e os trabalhos de limpeza naquelas casas que ficaram parcialmente destruídas, no sentido das pessoas normalizarem o mais rápido possível as suas vidas”, observou.

Élvio Sousa aproveitou para pedir ajuda a nível da doação de materiais de construção civil. “Estamos a precisar de materiais de construção – telhas, tintas, janelas, portas, cimento, areia, ferros, etc – porque as pessoas querem rapidamente reconstruir as suas casas”, indicou.

O autarca recordou, ainda, que foi criada uma conta solidária, apoiada por emigrantes dos Estados Unidos e da Inglaterra, cujo objetivo é ajudar a população de Gaula afetada pelos incêndios (NIB: 0038 0000 4009 1856 7719 7; IBAN: PT50-0038-000-40091856771-97; Swift Code: BNIF PT PL). Registe-se, ainda, que no Facebook está a decorrer uma campanha de doação de 1 euro.

Élvio Sousa transmitiu que apesar das pessoas “terem passado por um mau bocado” estão “alegres e esperançosas”. “Não precisamos de batedores, nem de polícia para andar no campo, ou seja, o nosso apoio foi dado às populações desde a primeira hora”, vincou.

Todavia, o autarca não quis comentar o facto de José Alberto Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, ter ido de férias para o Porto Santo no momento em que o concelho era lavrado pelo fogo. “Não comento, mas se a minha consciência fosse a dele eu estava preocupado”, concluiu.

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