Carlos Pereira na corrida à liderança do PS

O socialista diz que “foi uma decisão ponderada e tomada depois de uma larga consulta junto de militantes do PS-M, mas também com cidadãos independentes e simpatizantes”.

cpeCarlos Pereira publicou na sua página do Facebook que será candidato à liderança do PS/M, cujo teor da mensagem transcrevemos na íntegra;

SOU CANDIDATO

Depois de alguns dias de reflexão sobre qual deveria ser o meu papel no futuro do PS-M, tomei uma decisão inequívoca de ser candidato à sua liderança.

Foi uma decisão ponderada e tomada depois de uma larga consulta junto de militantes do PS-M, mas também com cidadãos independentes e simpatizantes. Este esforço, foi sendo feito na sequência de manifestações de simpatia por uma eventual candidatura protagonizada por mim. Manifestações que me foram sendo transmitidas, interna e externamente. Por isso, considerei fundamental compreender se uma possível candidatura minha geraria um consenso alargado. Esta condição foi, desde o primeiro desafio lançado, uma premissa imposta a mim próprio. Considero indispensável que o próximo líder do PS-M tenha esse grande consenso de modo a gerar a mobilidade e a coesão necessária para reerguer o PS-M. Mas mais, o PS-M não tem nem tempo, nem condições para um longo processo de substituição que se possa revelar penoso e contraproducente para os objetivos que pretende. Passado todo este tempo, desde as eleições, julgo que estão reunidas as condições para conduzir os destinos do PS-M de modo a ajudar a concretizar os anseios dos militantes e simpatizantes mas também a permitir sublinhar a importância deste partido no espectro político regional e o seu contributo responsável para o desenvolvimento da RAM.

Não vale a pena tapar o sol com a peneira, o último acto eleitoral não correu bem ao PS mas, em política, não há derrotados nem vencedores, há homens e mulheres que em determinados momentos se consideram capazes de desempenhar bem as tarefas de liderança que lhe são incumbidas.

Neste sentido, os militantes terão da minha parte todo o empenho e competências que disponibilizarei ao serviço da causa do PS-M. Essa é a minha única certeza. De resto, o caminho é longo mas espero transmitir a esperança necessária para resgatar o PS-M de um lugar que obviamente, todos reconhecem, não é o seu.

Darei conhecimento ao longo deste processo eleitoral de quais são as ideias que defendo e o percurso que pretendo traçar. Além disso, tudo farei para chamar mais cidadãos à nossa causa e trabalhar para honrar os símbolos e o património do partido. O PS-M é um dos partido fundadores da democracia em Portugal e decisivo para o processo autonómico, por isso o nível de responsabilidade desta tarefa é enorme e implica profunda dedicação. Quem me conhece sabe bem que não fujo às responsabilidade e nunca me furtei aos desafios, sejam grandes ou pequenos ou mesmo colossais. Não agradarei a todos, mas trabalharei com todos, mas nada disso me deixa contrariado. Efetivamente sou, por norma, adverso ao unanimismo e não terei medo nem da critica nem do confronto de ideias e políticas. É essa a grandeza da democracia, regime político que melhor satisfaz o interesse dos cidadãos.

A Madeira precisa de um PS-M responsável, forte, determinado e capaz de mostrar um caminho diferente, de rutura com políticas que tornaram a Madeira insustentável e os cidadãos menos felizes. Um partido de poder deve traçar um rumo à governação distinguindo-se do seu adversário mas evitando a “terra queimada” e a critica gratuita. Para isso, implica trabalho, trabalho, trabalho. Um esforço que exige pessoas, competências, e sentido de responsabilidade para devolver a confiança interna e externa e recolher a simpatia dos cidadãos. O PS-M é um partido de militantes empenhados e comprometidos com a democracia e os seus princípios, por isso com este envolvimento e suporte tudo se tornará concretizável.

Há muito para fazer, mas teremos muito tempo e a serenidade certa para implementar as medidas de modo a valorizar e potenciar as conquistas do PS. Desde logo o poder local socialista merece o seu devido lugar. O carinho e o apoio do partido socialista aos seus autarcas implica uma organização profunda e um dialogo franco, solidário e dedicado com os autarcas socialistas. Sei que há muitas ideias que germinam e que deverão ser introduzidas para o nosso caminho comum, que vai ao encontro dos anseios dos militantes (e independentes eleitos pelo PS-M) autarcas mas também da população local. Por outro lado, gostaria de sentir a experiência e a voz de todos aqueles que no passado representaram o PS-M dedicando parte da sua vida e enfrentando contrariedades. Esse património humano é uma mais valia que gostaria de trazer para junto de nós.

As concelhias do PS-M que no dia a dia lutam pela melhor forma de fazer o seu papel, difundir a nossa mensagem são um braço decisivo para o nosso futuro. Contarei com todos e a todos peço a dedicação e o trabalho que sempre demonstraram em prol de um projeto para que o PS seja a alternativa credível e responsável nos próximos atos eleitorais”.

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