Passos aponta choque entre “retórica” e “realidade”

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acredita que um “mal maior” só pode acontecer a Portugal por “consequência de acto deliberado” e rejeita que possa ser resultado de “incompetência”, “distracção” e “ingenuidade”. O ex-primeiro ministro referia-se a um novo resgate a Portugal no encerramento das jornadas parlamentares do PSD, esta terça-feira, em Coimbra, criticando o “choque” entre a retórica do Governo da República e a “realidade”.

“Se acontecer alguma coisa desse tipo só por consequência por acto deliberado. Quem passou o que já passámos, não pode aceitar que haja qualquer incompetência, distracção, ingenuidade para que uma coisa dessas possa acontecer”, afirmou Passos Coelho, alertando para o “predomínio de uma retórica que choca com a realidade”, acusando o Governo e os partidos que o apoiam de “fazerem de conta que essas restrições não existem” e de criarem a ilusão de que essas “restrições são falsas”.

O ex-primeiro-ministro criticou o desfasamento entre os resultados e as intenções, exemplificando com a existência de projectos rodoviários que “estavam orçamentados” e que não avançaram “porque não há dinheiro”, mas lembrou que a verba da contribuição rodoviária não está a ser afecta às Infra-estruturas de Portugal.

“Não está a fazer os projectos programados. Para o ano vão dizer que em 2018 se pode fazer. No entanto, a retórica é que a austeridade acabou”, afirmou.

 

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