Bancos portugueses têm um reduzido espaço de manobra

A agência de notação financeira Fitch diz que os bancos portugueses têm um reduzido espaço de manobra para reforçar capital e obter resultados adequados. Considera igualmente que a qualidade dos activos é ainda um factor de fraqueza para as instituições financeiras portuguesas, que estão “vulneráveis aos riscos que advêm do elevado endividamento da economia portuguesa”.

A conclusão surge num relatório publicado esta quinta-feira pela agência de notação financeira, onde a Fitch acrescenta que a fraca qualidade dos activos deixa os bancos portugueses a “operar num ambiente difícil para reforçarem capital e entregarem lucros adequados”. A Fitch lembra que a economia portuguesa recuperou de uma “profunda recessão em 2013”, estimando um crescimento do PIB de 1,2% este ano e 1,4% em 2017.

Para ilustrar o problema da fraca qualidade dos activos, a Fitch refere que nos casos da Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português e Montepio os activos problemáticos sem reservas constituídas superam o valor do capital das instituições.

O Santander Totta é o banco português com a “melhor posição” em termos de capital, “enquanto a maioria dos restantes está sob pressão” para melhorar os níveis de capital.

A agência conclui que a melhoria da qualidade dos activos dos bancos portugueses “vai depender largamente dos desenvolvimentos económicos positivos em Portugal e uma recuperação dos preços em Portugal, dois temas que nesta altura não parecem promissores”.

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