61% dos pais não fazem poupança para a educação futura dos filhos

Quase metade dos pais portugueses (47%) afirma não ter qualquer poupança para a educação futura dos filhos, nem tem intenção de a vir a criar. Verifica-se no entanto um aumento daqueles que, embora não tendo atualmente qualquer poupança, tencionam vir a economizar para essa finalidade (14%). Estas são conclusões do Observador Cetelem, que analisou o comportamento das famílias portuguesas na preparação do Regresso às Aulas.

O estudo revela ainda que, enquanto no ano passado apenas 8% das famílias portuguesas revelavam a intenção de reunir economias para a educação, este valor aumenta agora para os 14% (+6 p.p do que em 2015). Quanto aos pais que afirmam já ter uma poupança unicamente destinada aos gastos escolares dos seus descendentes são atualmente 30%, um valor ligeiramente superior a 2015 (29%).

«As famílias portuguesas têm diariamente várias despesas e acabam por direcionar os seus rendimentos para finalidades mais urgentes do que a poupança. No entanto, é um bom sinal que cada vez mais pessoas estejam a preparar com antecipação as despesas escolares dos seus filhos e a economizar neste sentido», refere Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.

Este estudo tem por base uma amostra representativa de 600 indivíduos residentes em Portugal Continental, de ambos os géneros e com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, aos quais foi aplicado um questionário estruturado de perguntas fechadas. O inquérito foi aplicado em colaboração com a empresa de estudos de mercado Nielsen, entre os dias 13 e 18 de maio, apresentando um erro máximo de +4,0 para um intervalo de confiança de 95%.

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