Bastonários condenam a eutanásia

O actual bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, e quatro dos seus antecessores no cargo (António Gentil Martins, Carlos Soares Ribeiro, Germano Sousa e Pedro Nunes) subscrevem uma declaração em que se manifestam contra a eutanásia, o suicídio assistido e a distanásia.

Esta tomada de posição conjunta, divulgada esta segunda-feira, surge na sequência do primeiro caso de eutanásia infantil na Bélgica e numa altura em que e o Bloco de Esquerda se prepara para levar a discussão no plenário uma petição pelo “direito a morrer com dignidade” com mais de oito mil assinaturas.

No texto da declaração, os médicos consideram que “nas suas múltiplas dimensões, a vida humana é inviolável” e que a eutanásia “é a morte intencionalmente provocada por um profissional de saúde”. Manifestam-se igualmente contra o “suicídio farmacologicamente assistido, por médico por qualquer outra pessoa, sob qualquer argumento, mesmo o de aliviar o sofrimento”. Mas condenam igualmente a distanásia, por prolongar a vida do doente sem esperança de recuperação, e o seu inerente sofrimento, bem como dos familiares.

Os bastonários entendem que a eutanásia, o suicídio assistido e a distanásia representam uma violação grave e inaceitável da ética médica.

“O médico que as pratique nega o essencial da sua profissão, tornando-se causa da maior insegurança nos doentes e gerador de mortes inaceitáveis”, alertam o actual e ex-bastonários da OM.

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