Líder do PSD diz que «folhetim» não está encerrado

Pedro Passos Coelho disse hoje que o cumprimento dos deveres de transparência por parte dos gestores públicos é uma questão de “decência elementar”. O líder do PSD considerou também que “os factos mostram” que o “folhetim” da Caixa Geral de Depósitos (CGD) não está encerrado e que deve ser a Assembleia da República a encerrar a polémica.

“Se as próprias pessoas não percebem, se o próprio Governo não percebe, acho que o parlamento tem a obrigação de pôr um ponto final nesta questão”, preconizou Passos Coelho. “O que estamos a tratar é de um dever de transparência que tem de existir, isto é um folhetim que já devia ter terminado há muito tempo se houvesse autoridade no Governo.”

O líder do PSD garante que a polémica que envolve a administração da CGD, com o presidente e os administradores do banco público a recusarem entregar as declarações de rendimentos, não terminou.

“Se o estar encerrado pressupõe que o Governo seja discricionário em relação à Caixa e diga ‘temos aqui um corpo de administradores que não têm os deveres que todos os administradores públicos têm’, então está muito mal encerrada e o parlamento não deve consentir isso”, salientou. “”Não é uma questão partidária, não é sequer uma questão entre a oposição e o Governo, é uma questão nacional, não há nenhuma razão, eu acho até que é imoral que se esteja a exceptuar os administradores da CGD de apresentar as declarações.”

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