UE recua na descida de quota do peixe-espada

A Região Autónoma da Madeira terá uma redução de 12 % na pesca ao peixe-espada em 2017 e 2018, ao contrário do que estava previsto cujos valores se situavam em 20% para os dois próximos anos. Isso mesmo ficou decidido no Conselho de Ministros da União Europeia reunido em Bruxelas que aprovou o compromisso político relativo às quotas de pesca de espécies de profundidade para os anos de 2017 e 2018.

A quota de peixe-espada preto nas águas da subárea da Madeira da ZEE será assim de 2487 toneladas em 2017 e 2189 toneladas em 2018, quando as capturas registadas no ano de 2015 foram de 2145 toneladas e as acumuladas até setembro de 2016 de 1125 toneladas.

Em conclusão, as quotas de pesca de peixe-espada-preto para a Madeira estão acima das capturas efetuadas pela nossa frota de pesca.

Finalmente, deste Conselho resultou igualmente, pela primeira vez, a possibilidade de descarga da captura involuntária e acessória de tubarões, até ao limite de 10 toneladas. Trata-se de um anseio da pesca artesanal dirigida ao peixe-espada-preto, que vê agora consagrada esta possibilidade.

Face aos números agora conhecidos, o secretário regional de Agricultura e Pescas fez saber que a sua secretaria irá continuar a lutar junto das instâncias europeias para a manutenção de quotas por considerar que o recurso está de momento estável. “Conseguimos que a União Europeia reduzisse apenas 12% ao contrário dos 20% que estava estabelecido. Os nossos indicadores dizem que pescamos abaixo desses valores e por isso iremos continuar o nosso trabalho para mostrar que podemos manter a nossa quota. Por outro lado pretendíamos que a abertura à pesca do tubarão de profundidade. Isso aconteceu, mas achamos que o valor fica aquém dos desejos dos nossos pescadores” disse Humberto Vasconcelos adiantando que os números alcançados resultam de um grande trabalho que a Direção Regional de pescas tem tido junto de Bruxelas. “Foram negociações muito difíceis” concluiu.

Recorde-se que recentemente o governante, disse que a Madeira tinha mostrado o desejo de abertura à pesca do tubarão de profundidade e que a quota deveria de ser de 7% do peixe pescado por barco ao contrário das 10 toneladas a dividir pelas regiões que praticam esta pesca.

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