Governo dos Açores cria novos instrumentos de financiamento às empresas

O vice-presidente do Governo Regional dos Açores anunciou ontem, na Horta, que o executivo vai criar “já no primeiro semestre do próximo ano”, um conjunto de novos instrumentos de financiamento às empresas a que serão afetados “20 milhões de euros de recursos financeiros públicos”, posteriormente “ampliados pelas instituições financeiras participantes”.

“Vamos implementar novos instrumentos financeiros que visam facilitar o acesso a financiamento às empresas açorianas no âmbito de linhas de crédito com garantia mútua e mecanismos inovadores de financiamento do capital social das empresas”, afirmou Sérgio Ávila na Assembleia Legislativa Regional.

Nesse sentido, destacou, na intervenção que proferiu na apresentação do Programa de Governo, um “fundo de capital de risco, operações de financiamento da participação no capital reversíveis, e financiamento de entidades de apoio a ‘Business Angels’”.

Estas medidas, sublinhou, “serão disponibilizadas às empresas através de instituições financeiras selecionadas por concurso e vão permitir criar um efeito de alavancagem na mobilização de recursos privados e gerar um fluxo renovável de meios financeiros” e a “sua capacitação de investimento”.

Sérgio Ávila revelou ainda que, com o objetivo de apoiar o surgimento de novos projetos empresariais de caráter inovador, a Comissão Europeia já aprovou a proposta do Governo Regional para a implementação da Rede de Incubadoras de Empresas dos Açores.

O governante revelou que esta Rede “permitirá em todos os concelhos da Região criar estruturas de apoio aos empreendedores e às empresas StartUps a serem criadas, numa fase inicial e crítica da implementação dos seus projetos empresariais”, além de também “desenvolver incubadoras de base tecnológica e de elevada especialização ou temática”.

O vice-presidente acrescentou que vai ainda ser criado um novo sistema de apoio, denominado ‘Vale de Incubação’, que “permitirá financiar as novas empresas StartUps no acesso a serviços profissionais qualificados, e de aconselhamento especializado a empresas em fase nascente”.

“Implementaremos também uma Agenda de Inovação visando a concretização de ações de transferência de conhecimento para o tecido económico, de inovação empresarial e de investigação aplicada”, anunciou.

Além destas medidas e de um conjunto vasto de outras inscritas no Programa de Governo, Sérgio Ávila defendeu que “importa dar mais um impulso na simplificação administrativa e na desburocratização da atividade empresarial”, pelo que vai ser lançado em 2017 um Programa de Apoio às Empresas.

Todas estas medidas, acentuou, “visam reforçar o enquadramento de apoios às empresas, que tem no Sistema de Incentivos Competir+ e nas reduções fiscais existentes os seus dois patamares essenciais”.

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