PSD insiste no apoio a todos os afetados nos incêndios de agosto

Numa iniciativa realizada hoje em São Roque, o líder parlamentar social-democrata anunciou a apresentação de um projeto de Proposta de Lei na Assembleia Legislativa da Madeira, a remeter à Assembleia da República, para que os apoios ao nível da habitação cheguem a todas as famílias afetadas pelos incêndios do último mês de agosto.

Jaime Filipe Ramos considera que o Orçamento do Estado, aprovado na última terça-feira, resultou numa “desilusão” em matéria de incêndios, “uma vez que havia uma “elevada expetativa da população” no sentido de que “a solidariedade do Estado chegasse a todas a famílias”, ficando-se agora a saber que “não é isso que vai acontecer”. “Há 30% das famílias que não serão ajudadas, uma vez que, em sede de discussão do Orçamento, não foi aprovada uma proposta do PSD que permitiria que todas as famílias, no processo Prohabita, independentemente da sua condição económica, pudessem ser auxiliadas”, disse, acrescentando que “o PSD, o BE e o PCP assim não o acharam, não aceitaram essa intenção e isso prejudica seriamente as pessoas”.

O líder do Grupo Parlamentar sublinhou que, perante esta situação, o PSD/Madeira não pode “baixar os braços”. “Não podemos desistir e, por isso, vamos insistir  e vamos remeter à Assembleia da República uma Proposta de Lei, através do Parlamento Regional, que permita repor esta situação, para que estas famílias não sejam prejudicadas e, assim, aquele que foi o desígnio nacional, aquilo que foi a promessa do Primeiro-Ministro e até do próprio Presidente da República seja cumprido e 100 por cento das famílias possam ser auxiliadas”.

E porque se trata de uma situação causada pelo chumbo do PS, BE e PCP, os quais têm agora a oportunidade “de recusar nessa intenção”, Jaime Filipe Ramos deixou o repto para que votem favoravelmente a iniciativa do PSD/Madeira. Desafiou ainda os deputados da Madeira que votaram contra para que vão às zonas altas e explicam que o fizeram “por causa de uma alínea”, embora existam apoios para o efeito.”Há verbas suficientes para ajudar 100 por cento das famílias, mas uma intenção política de não ajudar não vai permitir que todas recebam e é isso que nós não podemos tolerar.”

Jaime Filipe Ramos considera ainda estranho a atitude destes partidos e “em especial o silêncio do presidente da Câmara do Funchal que, perante uma situação destas, que afeta os seus munícipes, não tem uma palavra a favor junto desses mesmos munícipes junto do seu partido, o PS, e também daqueles que estão na coligação do Bloco de Esquerda”.

O líder parlamentar salienta que se trata se uma iniciativa “justa” para quem foi afetado e “merece ser ajudado”.

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