A Noruega é oficialmente o país mais feliz do mundo, segundo um índice elaborado pelas Nações Unidas, o que faz com que os noruegueses ultrapassem os vizinhos dinamarqueses, considerados os mais felizes em anos anteriores.

A felicidade humana está a norte e os países mais bem colocados no Relatório Mundial de Felicidade são os que costumam ter os valores mais altos na lista anual do Índice de Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações Unidas para o Dsenvolvimento (PNUD/UNDP).

Portugal surge na 89ª posição. A alteração da situação social e económica decorrente da crise em Portugal teve consequências diretas sobre “as formas de sentir e procurar felicidade”, disse à agência Lusa a investigadora Ana Roque Dantas, investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e autora da tese de doutoramento “A felicidade enquanto recurso emocional socialmente desigual: para uma abordagem sociológica do sentir”. “Sabemos que as pessoas são avessas à perda e não gostam de incerteza.”

As características do meio social e políticas estão associadas à percepção de felicidade, assim como as desigualdades sociais. Ao nível das condições de vida, destaca-se a importância da posição social, das condições profissionais e da qualidade das relações íntimas. A nível individual, realça-se a importância da personalidade, estilos de vida, e convicções e motivações.

“A felicidade em Portugal decresce com o aumento da idade e os mais velhos reportam menor felicidade média do que em qualquer outro ciclo de vida”, sublinhou a investigadora.

Classificar este artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pin It on Pinterest