I Volta à Madeira pelo Caminho Real 23 ajudou as microeconomais locais

Terminou na passada sexta-feira a primeira Volta à Madeira pelo Caminho Real 23 promovida pela Associação do Caminho Real da Madeira (ACRM). A iniciativa contou com a participação de 35 pedestrianistas, dos quais 6 cumpriram a totalidade dos 197 km do percurso, percorrendo entre 7 e 14 de Abril as 37 freguesias por onde passa o Caminho Real 23.

Foram 8 dias à redescoberta da Madeira, comungando dos caminhos utilizados pelos nossos antepassados e sentindo as dificuldades vivenciadas por estes na ilha que abriu à Europa as portas de Novo Mundo. O cumprimento deste percurso secular possibilitou a oportunidade de conhecer a história, visitar monumentos religiosos e militares, embrenhar-se na floresta Laurissilva, saborear a gastronomia, viver costumes e tradições, escutar lendas e mitos e sentir o calor da hospitalidade do povo madeirense. Saliente-se o espírito de camaradagem e entreajuda foi omnipresente, o que permitiu ultrapassar os naturais obstáculos que uma jornada deste tipo encerra.

O lançamento da ‘Credencial do Caminheiro’, que constitui uma espécie de passaporte para confirmar a passagem do seu portador pelas freguesias, podendo ser adquirida junto da ACRM, foi um sucesso para pedestrianistas e parceiros locais. Estes parceiros foram seleccionados entre os estabelecimentos comerciais existentes nas freguesias (bar, mercearia, restaurante, venda, alojamento) cujo horário de funcionamento permita que a certificação da credencial possa ocorrer, pelo menos, entre as 9 da manhã e as 9 da noite.

Assim, foram 6 os caminheiros que atestaram a sua passagem na totalidade dos locais com a aposição dos 37 selos diferentes alusivos a cada uma das freguesias, recebendo da ACRM o certificado de cumprimento do “Caminho Real 23”.

Um dos objectivos da ACRM visa dinamizar as microeconomias locais, auxiliando a criação de emprego e o combate à desertificação das freguesias menos urbanas. Nesta iniciativa foram privilegiadas as estadias em alojamento local e a alimentação em restaurantes, snack-bares e mercearias existentes nos sítios em torno do Caminho Real 23.

Contas feitas à iniciativa, e com todas as despesas incluídas, cada caminheiro que cumpriu os 8 dias de percurso pernoitando nas localidades, contribuiu com cerca de 350€ para a economia local. Sendo a sua distribuição por concelhos de acordo com o quadro abaixo:

Deve também ser relevado o interesse que autarcas de vários concelhos atribuíram a este itinerário onde, para além do bom trabalho na recuperação de alguns troços do percurso, reconhecem o potencial do Caminho Real como fio condutor do seu património histórico-cultural.

O sucesso da primeira iniciativa e o interesse manifestado por vários entusiastas do pedestrianismo em cumprir o Caminho Real 23 levará a ACRM a promover mais uma ‘Volta à Madeira’ ainda este ano, previsivelmente no inicio do verão.

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