Quercus quer meta europeia de 45% de renováveis em 2030

A Quercus apela para que Portugal exija uma meta europeia mais ambiciosa para 2030 no que respeita às energias renováveis. Por ocasião do Dia Nacional da Energia, assinalado a 29 de maio, a Quercus já tinha lamentado a falta de ambição da Comissão Europeia (CE) no Pacote Energia Clima e apelado para uma percentagem de 45% para as energias renováveis em 2030, de forma a garantir a transição energética para uma economia de baixo consumo e o cumprimento dos objetivos de Paris.

Agora, a Quercus, enquanto membro da Rede Europeia de Ação Climática (CAN-Europe, na sigla inglesa), que reúne mais de 130 organizações não governamentais de ambiente, explica porque é que a meta de 27% propostos para 2030 constituem um travão à transição energética na União Europeia (UE).

De acordo com as projeções da CE, sem a aplicação de novas políticas, espera-se atingir em 2030 a quota de 24,3% de renováveis no consumo total de energia na UE. Removendo o contributo do Reino Unido, as projeções aumentam para 25,3%. Considerando ainda a meta proposta de 30% na eficiência energética, que reduzirá o consumo energético até 2030, a representatividade das renováveis será maior, pelo que a meta de 27% proposta representa um cenário de estagnação, comparado com a evolução natural.

Tendo em conta o cenário atual e as expectativas até ao final desta década, a meta de 27% iria implicar uma redução para metade no crescimento das energias renováveis entre 2021 e 2030. Consequentemente, diminuirá o investimento em novas instalações, resultando na falência de muitas empresas e na perda de postos de trabalho. O setor das energias renováveis emprega atualmente cerca de 1,2 milhões de trabalhadores na UE.

A Quercus, juntamente com a CAN-Europe, considera que a meta de 45% para as energias renováveis em 2030 é o valor mínimo consistente com o Acordo de Paris e com a necessidade um sistema energético baseado no uso eficiente de energia 100% renovável em 2050.

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