DRAC propõe congresso regional sobre o património
O Museu da Baleia recebe, hoje e amanhã, o III Encontro Regional do Património.
Está a decorrer, no Museu da Baleia, o III Encontro Regional do Património. A iniciativa é da Câmara Municipal de Machico e da ARCHAIS – Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira.
Na sessão de abertura, hoje pela manhã, o diretor regional dos Assuntos Culturais, Henrique Silva, sugeriu um congresso regional sobre o património, nas suas várias vertentes: histórico, edificado, natural, museológico.
«Talvez fosse interessante pensar em algo como um grande congresso regional, onde se conseguisse, por um lado, sistematizar a informação disponível, mas também demonstrar que o tema património é abrangente e que a concorrência entre as diferentes metodologias reforça o direito de cidadania do tema na opinião pública e nos media».
O diretor regional acrescentou, neste contexto, que não se pode lidar com estas matérias apenas por afeto, apenas por gosto. «Património implica estudo, implica definição de metodologias e muito rigor».
E para além da importância do património, para a identidade dos madeirenses, a questão assume grande relevo em termos do turismo. «Trabalharmos estes dados numa perspectiva de torná-los activos culturais», contribuindo assim para um nicho de mercado específico e que, se bem trabalhado, poderá ter sucesso.
Isabel Gouveia, directora da ARCHAIS – Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira, adiantou que este III Encontro Regional do Património, seis anos passados sobre a segunda edição, visa “desenvolver o espírito crítico na área do conhecimento do património cultural”, bem como fomentar a partilha de informações entre as várias associações.
Hoje fala-se sobre o património, na sua globalidade, mas amanhã as intervenções versarão o património no concelho de Machico. A este propósito, o presidente da Câmara Municipal de Machico, António Olim, destacou o empenho das entidades públicas e privadas na afirmação da identidade cultural.
O Solar do Ribeirinho, a ARCHAIS – Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira e o Museu da Baleia, apesar das muitas críticas feitas ao investimento, são disso bons exemplos.
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