Livro aborda mortos de guerra

As vítimas da guerra são um dos temas que fazem parte do novo livro de Constantino Palma.

“Por que choram os olhos de Uchida Matsumura?” é o mais recente livro de Constantino Lopes Palma. Sendo uma edição da editora O Liberal, a referida obra vai ser lançada amanhã, pelas 18h30, no Teatro Municipal Baltazar Dias.
Constituído por cerca de 150 páginas e ilustrado por uma dezena de gravuras, o referido livro apresenta um conjunto de crónicas nas quais se relatam vivências, umas do autor e as restantes de outras personagens.
Uchida Matsumura é uma dessas personagens que esteve com Constantino Palma no memorial Yasukuni, monumento que presta homenagem aos soldados mortos ao serviço do país e aos criminosos de guerra condenados pelos aliados, depois de 1945.
“Uchida Matsumura  está a ler uma carta escrita por um jovem soldado na véspera da sua morte e comove-se ao longo da leitura. Ela faz um esforço muito grande para não deixar transparecer a comoção e a tristeza que sente, o que é uma posição muito própria da cultura japonesa”, conta o autor.
Porém, “uma lágrima ardente cai-lhe pelo rosto, o que a envergonha e leva-lhe a pedir perdão por chorar”, complementou.
Constantino Palma confessa que ficou comovido com tal episódio. “Outra situação que me comoveu foi uma ida ao memorial de Belém, em Lisboa, onde estão expostos os nomes de quase 12 mil militares, jovens que morreram nas guerras em África. Este facto levou-me a fazer algumas considerações, através do livro, acerca dos mortos da guerra”, frisou.
No livro de Constantino Palma podemos ainda encontrar “críticas e ironias” ao nosso quotidiano, à realidade que nos envolve, tais como: situações ligadas a vivências religiosas; a atual crise; os mendigos que passam por nós no dia a dia; a desilusão de amores; entre outras inúmeras questões que fazem parte da nossa vida.
O autor deseja que o livro “toque no coração” dos leitores e que reavive algumas das suas vivências. “As pessoas devem viver a vida no maior equilíbrio possível dentro de si próprias e em relação aos outros. Os anos passam sem nós darmos por eles e quando atingimos alguma maturidade em termos de idade achamos que muitas das coisas que dávamos valor, enquanto jovens, hoje não têm aquele peso que julgávamos que tinha”, concluiu.

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