Corte no subsídio de Natal arrasa comércio tradicional

O corte de 50% no subsídio de Natal dos funcionários públicos, anunciado pelo primeiro-ministro, irá arrasar as vendas no comércio tradicional.

O presidente da Associação de Comércio e Serviços do Funchal, Lino Abreu, considera que o corte de 50% no subsídio de Natal dos funcionários públicos terá consequências devastadoras para o comércio tradicional.

Em declarações ao CidadeNet este responsável afirmou que o imposto extraordinário, corte de 50% do subsídio de Natal, “vai arrasar” por completo o comércio local porque o poder de compras das famílias é cada vez mais diminuto e sem metade do subsídio vai haver uma retracção no consumo das famílias, retracção essa que terá um reflexo negativo imediato nas lojas do comércio tradicional.

As famílias já vivem com problemas de orçamento familiar e contavam com o subsídio de Natal para ajudar a ultrapassar alguns desses problemas, agora com esse corte vão perder o pouco poder de compra e as lojas de pequeno comércio que esperavam pelo Natal para aumentar as vendas sairão muito penalizadas porque sem poder de compra não há vendas”, alertou.

Lino Abreu refere que a Região sairá duplamente penalizada com a aplicação do imposto extraordinário porque para além da redução do poder de compra o valor do imposto não será injectado na economia regional.

Os 50% do corte não serão retidos como imposto na economia regional porque essa verba será canalizada para o Orçamento do Estado, ou seja, a receita de cerca de 19 milhões de euros não será derramada na economia da Região”, vincou.

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