Função Pública não escapa aos despedimentos

A secção regional do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, SINTAP, diz que as medidas do Orçamento de Estado para 2012 constituem uma “violência inimaginável” para com os trabalhadores. Os despedimentos não estão colocados de parte.

Mais sacrifícios para os mesmos de sempre. As medidas do Orçamento de Estado para 2012 representam uma “violência inimaginável” para com os trabalhadores da Administração Pública Regional e Local. Ricardo Freitas, presidente da secção regional do SINTAP, diz que não estão colocados de parte os despedimentos.

As linhas orçamentais não apontam o emprego como condição fundamental”. Apesar da lei salvaguardar os postos de trabalho dos funcionários públicos, nada é permanente. É só analisar o exemplo grego e às mudanças que se verificam no sector empresarial do Estado.

Sem esquecer que a Região Autónoma da Madeira, neste momento, não tem grande margem de manobra nas negociações. “À parte da redução das transferências, vamos ser fortemente atingidos com outras medidas. Estou a lembrar o quadro de mobilidade que certamente será aplicado por imposição”, adianta Ricardo Freitas.

Mesmo em termos gerais, em vez de propostas para a dinamização do tecido empresarial e das actividades económicas, o Orçamento para 2012, com o aumento dos impostos e os cortes salariais, acaba com o poder de compra das famílias portuguesas, vaticinando assim dificuldades para outras áreas de negócio.

O Governo parece querer apelar à contestação. Porque, não é apenas o não cumprimento das disposições anunciadas anteriormente, “é ultrapassar de uma forma evidente tudo aquilo que tinha sido acordado, inclusivamente com os nossos credores. É uma penalização que não traz qualquer esperança”.

Também de acordo com o sindicalista, se a Europa não der outros passos, como uma governação económica ou a criação de eurobonds, a situação vai piorar. “E certamente não vamos sair deste buraco e teremos uma realidade de contágio que poderá atingir toda a zona euro”, mas sobretudo aqueles países que se encontram fragilizados.

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