Gestão da Reserva da Biosfera vai ser constituída

“A Reserva da Biosfera – Santana” foi o título do debate que decorreu, ao final da tarde de hoje, na Universidade da Madeira.

A referida iniciativa, desenvolvida por um grupo de alunos do Curso de Especialização Tecnológica (CET) em Gestão Ambiental, contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Santana, Rui Moisés, e do Reitor da UMa, Castanheira da Costa..

Recorde-se que, em Junho do corrente ano, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) classificou o concelho de Santana como Reserva Mundial da Biosfera.

O “bom relacionamento entre o Homem e o meio ambiente global” foi o principal critério para a classificação do referido local como Reserva da Biosfera pela UNESCO.

Num comunicado da referida organização, pode ler-se que Santana “apresenta uma fauna e flora ricas que incorporam um alto grau de endemismo e uma representação integral das unidades ecológicas mais relevantes da Madeira, desde os ecossistemas marinhos e costeiros até à vegetação de grande altitude, através da floresta Laurissilva”.

Segundo apontou hoje Rui Moisés, o próximo passo vai ser a criação da Gestão da Reserva, a qual pressupõe a formação de vários conselhos.

“Um deles é o conselho gestor, que tem a gestão da autarquia, do Governo Regional  e de outras entidades;  Outro é o conselho científico que envolverá cientistas e individualidades internacionais, sendo que contamos ter alguém da UMa representado. Por fim, também  haverá o conselho participativo que é constituído pela comunidade, empresários e instituições, que poderão ao longo destes 10 anos participar com ideias e projetos”, explicou o edil.

Rui Moisés destacou  que os alunos e os investigadores poderão ter um papel importante  no que concerne à Reserva da Biosfera – Santana, através da inovação em áreas como o ambiente, o património, as ciências sociais e a arquitetura.

“É um manancial de trabalho que poderá ser explorado e que tem um potencial internacional, porque fazemos parte desta rede mundial de reservas. Um protótipo feito aqui nesta reserva poderá ser uma ideia de negócio para qualquer outra reserva. Por  isso, entendo que é um campo de trabalho que a universidade deve agarrar, pois há oportunidades para todos”, concluiu Rui Moisés.

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