Centros de Novas Oportunidades não vão terminar

A garantia foi dada esta tarde pelo secretário regional de Educação e Recursos Humanos.

Muitos Centros de Novas Oportunidades (CNO) têm vindo a encerrar no continente português. Porém, Jaime Freitas garante que tal situação não se vai verificar na Região.
“Os CNO são, no momento, importantes na nossa estratégia para proporcionar um ensino de segunda oportunidade, por um lado, e, por outro lado, um instrumento de política de combate ao insucesso e ao abandono escolar. Portanto, vamos continuar com os CNO como têm funcionado até à data”, afirmou o  secretário regional de Educação e Recursos Humanos.
Jaime Freitas falava esta tarde na Escola Secundária Jaime Moniz, à margem de uma conferência para apresentação de propostas relativas à Carreira Docente, nomeadamente o Sistema de Avaliação do Desempenho Docente (SADD).
Segundo Jaime Freitas, o referido sistema deverá começar a ser aplicado nas escolas da Região no início do próximo ano letivo. Neste momento, o SADD está em fase de consulta junto dos parceiros sociais, sendo que o mesmo deverá ser negociado a partir de 22 de Fevereiro.
O referido documento tem com referência o Diploma de Avaliação de Desempenho aprovado a nível nacional. “Encaramos este documento como um pretexto para o início do diálogo. Achamos que este deve ser um documento aberto, um documento que saiba e possa recolher os contributos dos diversos parceiros sociais”, sublinhou o governante.
Jaime Freitas defendeu, também, que nas escolas e nas diversas organizações deve existir um “clima de prestação de contas e de responsabilidade”, no sentido de se valorizar o trabalho que se faz.  “A intenção clara de se instituir  um SADD é a de valorizar a carreira docente, valorizar o trabalho que é desempenhado pelos professores e pela escola”, frisou.
Por sua vez, o diretor regional de Administração Educativa transmitiu que o SADD tem como público alvo: os docentes integrados na carreira e os contratados; os docentes que se encontram em regime de mobilidade em escolas privadas (estabelecimentos de ensino particular e corporativo, IPSS e escolas profissionais privadas); docentes que se encontram na administração central regional e local; docentes das IPSS que seguem o regime remuneratório da rede pública.
Jorge Morgado indicou também que a avaliação dos docentes terá uma periodicidade  coincidente com a duração dos escalões dos professores.
“Esta avaliação vai ter uma componente interna desenvolvida na escola e uma componente externa em determinadas situações. Vai se avaliar a natureza científica pedagógica, por um lado, mas também vai se avaliar a relação da escola com a comunidade e a formação continua dos professores”, referiu o diretor regional de Administração Educativa, acrescentando que “a avaliação terá efeitos qualitativos e quantitativos” através de uma escala de um a dez.

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